Damas dispensam o salto alto no tapete verde da bola

Luciano Neves
Esportes | Publicado em 20/08/2019 às 12:27

Tem muito marmanjão que enche a boca para dizer que futebol é jogo para homem. É meu amigo… Se tu também pensa assim já está ficando meio antiquado. Prova disso foi o sucesso da última edição da Copa do Mundo de futebol feminino. No âmbito local e regional, as mulheres estão conquistando esse espaço com bola na rede. Foi assim no segundo Torneio de Futebol Feminino, que foi realizado no último domingo (18), no distrito de Rio do Salto, em Cascavel. Nesta competição, foram elas que desfilaram no tapete verde enquanto os homens não passaram de meros espectadores. E como desfilaram. Afinal de contas, o torneio reuniu 18 equipes femininas de Cascavel e região, um aumento em relação à primeira edição realizada em 2017, como explicou a organizadora Franciele Fausto. “Na primeira edição nós tivemos onze times a agora tivemos a presença de 18 equipes. Rio de Salto já está se tornando tradicional no futebol para a mulherada. Vamos sentar com a organização para definir a edição de 2020 mas a meta é aumentar. Queremos trabalhar com 24 equipes”, comemorou Franciele.


Como se trata de uma competição de apenas um dia, a organização também deu um show para concentrar os jogos. Os 18 times foram divididos em quatro grupos. Dois com cinco equipes e outros dois com quatro. Na fase inicial, os representantes de cada chave se enfrentaram entre si em turno único. E os três melhores avançaram para a segunda fase. Foram duas etapas de mata-mata até se chegar ao número de três times. Na fase final, foi feito um triangular. E quem levou a melhor foi a Ótica Central, de Cascavel. A AABB, de Toledo, ficou com o segundo lugar. E a ACCF Feras garantiu a medalha de bronze. A competição teve Elisângela, do time Nós Tropica Mas Não Cai, como goleadora com quatro gols marcados. E a melhor goleira foi Regiane, parceira de Elisângela na equipe.



Personagens

As três equipes que chegaram na fase final do torneio têm tradição em futebol feminino. Outras, porém, ainda estão buscando o seu espaço. Caso do time das Cometas, de Cascavel. Elas não foram tão longe na competição porque tiveram desfalques importantes. Uma delas foi a Luana que ficou fora do torneio em virtude de uma fratura no tornozelo, um acidente ocorrido dentro dos gramados. Mas companheirismo é companheirismo. E Luana estava lá ao lado do campo, sedenta para pisar no gramado, dando força para as colegas. “Eu queria muito estar podendo ajudar a minha equipe. Mas como aconteceu esse acidente vou ter que ficar afastada das minhas atividades por enquanto. Vou ficar fora aproximadamente cinco meses, mas pretendo voltar a jogar ainda melhor", disse da camisa 10 das Cometas. 

O time inclusive poderia ter contado com mais uma jogadora importante, a Luiza. Mas como ela já faz parte do time de Toledo/Ouro Verde, que disputou o Campeonato Brasileiro este ano, evitou disputar torneios como o que ocorreu no domingo, em Rio do Salto. Luiza, inclusive, foi a atleta mais jovem a disputar o Brasileirão Série A2. Mas ela ficou na torcida pela mamãe, Maura, que foi a goleira do time na competição. “É muito legal acompanhar de perto o crescimento do futebol feminino, mas optei por ficar só na torcida. Torcendo pra minha mãe que está jogando. E acompanhar o desenvolvimento das meninas. O futebol feminino está muito empolgante”, disse. 




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