Espaços Culturais podem evitar ocupações em prédios públicos

Fernando Brevilheri
Política | Publicado em 07/08/2019 às 17:40

Imagem: arquivo/TV Tarobá

Vamos imaginar que ao invés de "gradis", a administração municipal criasse um espaço cultural.  Um memorial, uma biblioteca, ou mesmo um ponto de venda de artesanato da economia solidária no Terminal Rodoviário de Londrina.

Também poderia ser um espaço permanente para que artistas plásticos, fotógrafos e outros profissionais expusessem seu trabalho. Será que alguém ocuparia um lugar desse ou o transformaria em dormitório? Claro que não.

Um ambiente mostrando talentos de Londrina e região seria uma boa pedida e ainda estaria alinhado com o projeto arquitetônico do TRL. A mais radical resistência de um morador em situação de rua não suportaria a leveza da arte ou do trabalho.

Tal exemplo não poderia ficar restrito a rodoviária de Londrina. De acordo com a Secretaria de assistência social, Londrina tem 71 pontos ocupados pela população de rua. Um dos mais emblemáticos é a concha acústica no coração da cidade.

Certamente, haverá comentários de que já existem tais pontos e vários centros de cultura em Londrina. Mas certamente um centro cultural ou similar não iria ser alvo de críticas de ativistas ou do MP.



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