Terapia Cognitivo-Comportamental Pode Ajudar Transtornos de Ansiedade?

Redação Tarobá News
Ciência e saúde | Publicado em 04/12/2019 às 07:43

A terapia cognitivo-comportamental é uma abordagem psicoterapêutica baseada na resolução de problemas e comportamentos no presente de quem a procura. É bastante indicada para casos de depressão, distúrbios alimentares e também transtornos de ansiedade. 

Mas o que são transtornos de ansiedade e como a terapia cognitivo-comportamental pode ajudar na melhora dos quadros de ansiedade? É o que vamos ver nesse texto. 

O Que São Transtornos de Ansiedade? 

A ansiedade é uma sensação de nervosismo, preocupação e desconforto, vivenciada normalmente pelo organismo. É uma reação normal mediante um estresse ou perigo interpretado pelo nosso organismo. 

Quando uma pessoa se vê diante de uma situação que o organismo interpreta como perigosa ou ameaçadora, a ansiedade desencadeia uma resposta de lutar ou fugir. O organismo faz com que o coração bombeie mais sangue para algumas regiões do corpo, para que o organismo tenha energia para reação imediata. 

Sentir ansiedade é algo natural e presente, porém dentro de certo limite. No entanto, em alguns indivíduos, o quadro ansioso torna-se muito severo, podendo alterar totalmente o comportamento do indivíduo e lhe trazer malefícios. 

Nos quadros em que a ansiedade está extremamente aumentada, o indivíduo pode desenvolver o quadro de transtorno de ansiedade generalizada, síndrome do pânico, transtorno obsessivo compulsivo ou diversas fobias. 

Com a ansiedade exacerbada, o indivíduo acaba demonstrando sintomas físicos exacerbados, como tremores, alteração da frequência cardíaca, aumento da pressão, tontura, sudorese, etc. Além disso, a ansiedade exacerbada faz com que o indivíduo altere seu comportamento, o que pode trazer malefícios a ele. 

Nos EUA, acredita-se que cerca de 15% da população sofra de algum transtorno de ansiedade. 

Causas 

Não há causas específicas diretas ligadas a transtornos de ansiedade, uma vez que um mesmo evento pode significar maior ansiedade para uns e bem menor para outros. 

Por exemplo, falar em público é algo que muitas pessoas gostam. Já outras entram em pânico, começam a tremer, tem sudorese excessiva, alterações do batimento cardíaco mediante a possibilidade de ter que estar frente a um grupo de pessoas apresentando algo. 

Um evento traumático como a morte de um ente querido ou um acidente pode levar ao desenvolvimento de transtornos de ansiedade em determinadas pessoas, mas não é uma regra, tudo depende de como cada pessoa encontra um significado, para ela mesma, do evento. 

Acredita-se que a ansiedade pode ser hereditária, mas sabe-se que o convívio com pessoas ansiosas tende a fazer as pessoas que convivem com elas a serem mais ansiosas também. 

Pessoas com transtornos de ansiedade têm duas vezes mais chance de terem depressão do que pessoas sem esses transtornos. 

A avaliação dos transtornos de ansiedade deve ser feito por um médico capacitado e o tratamento deve ser instituído, sempre de maneira ampla e com psicoterapia adjunta. 

Transtorno de Ansiedade Generalizada 

É o tipo de transtorno de ansiedade mais comum e pode afetar até 3% dos adultos. Caracteriza-se por episódios de ansiedade extrema, podendo prolongar por vários anos. O tratamento baseia-se em fármacos e psicoterapia. 

Síndrome do Pânico 

Marcada por crises de ansiedade quase que inexplicáveis, cujos sintomas podem ser semelhantes a de um ataque cardíaco. 

Segundo dados do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (IPq – HCFMUSP), 10% da população pode sofrer crises sem motivo aparente, denominadas crises de pânico. Cerca de 3,5% dessas pessoas sofrem ataques repetidos, o que pode causar alterações no comportamento e um medo intenso.

O ataque de pânico pode durar alguns minutos ou mais tempo. O sujeito sente-se aterrorizado e sobrecarregado, mesmo que não esteja em perigo. Trata-se de um início abrupto de medo ou desconforto intenso que atinge o pico em poucos minutos.

Muitos casos, por semelhanças a sintomas de um ataque cardíaco, acabam em um pronto socorro para avaliação. 

O tratamento inclui psicoterapia e medicamentos. 

Fobias 

São medos exacerbados, podendo estar relacionados a objetos, animais, lugares ou situações. O indivíduo apresenta sintomas de pânico ou terror ao ver ou imaginar o objeto ou animal. 

Estresse Pós-Traumático 

Geralmente afeta pessoas que viveram ou testemunharam eventos violentos ou que representaram ameaça à sua vida ou de terceiros. 

Terapia Cognitivo-Comportamental 

A terapia cognitivo-comportamental ajuda muito pacientes com transtornos de ansiedade. 

A terapia cognitiva-comportamental costuma ser muito eficaz, pois atua na identificação e reorganização dos padrões distorcidos de pensamento, que são o que mantém a ansiedade presente.

Com a terapia cognitiva-comportamental, o psicólogo ajuda o paciente a distinguir e intervir nesses pensamentos, com o propósito de “mudá-los”, quando eles estiverem sendo nocivos.

Dessa forma, a terapia cognitivo-comportamental pode auxiliar bastante e deve fazer parte do tratamento terapêutico de indivíduos com transtornos de ansiedade. 





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