BNDES será operador do fundo Brasil-China

Redação Tarobá News
Economia | Publicado em 30/05/2017 às 17:51

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será um dos operadores do Fundo de Cooperação Brasil-China, lançado nesta terça-feira, 30, pela Secretaria de Assuntos Internacionais do Ministério do Planejamento e pelo Fundo de Cooperação Chinês para Investimento na América Latina (Claifund), informou a instituição de fomento em nota.

Segundo o BNDES, o Fundo China terá até US$ 20 bilhões, destinados principalmente a financiar investimentos em infraestrutura. Depois de dois anos de negociação, esse fundo começa a operar já nesta quinta-feira, dia 1º. O instrumento foi anunciado em 2015, durante visita do presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil.

"Os setores estabelecidos como prioritários para receber financiamento do fundo são principalmente os ligados à infraestrutura, como os de logística e energia, mas serão avaliados também projetos em outros setores, como indústria, recursos minerais, agroindústria, novas tecnologias e serviços digitais", diz a nota do BNDES.

Ainda conforme o banco de fomento, do montante total, US$ 15 bilhões serão desembolsados pelo Claifund e outros US$ 5 bilhões pelas instituições brasileiras que participarão do financiamento dos projetos. O BNDES e a Caixa Econômica Federal serão os operadores preferenciais do fundo de cooperação, "embora a participação como potencial financiador seja aberta a outras instituições financeiras brasileiras".

Os pedidos de empréstimo serão avaliados pelo Grupo Técnico de Trabalho, formado por representantes do Brasil e do Claifund, e pelo Comitê Diretivo. O comitê será composto por seis membros, três representantes brasileiros e três chineses. "A partir da análise do Grupo Técnico, o Comitê avaliará se os projetos atendem aos interesses do Brasil e da China e oferecerão um certificado aos projetos aprovados", diz a nota do BNDES.

Ainda segundo o banco de fomento, o Claifund participará de cada financiamento na proporção três para um, ou seja, para cada US$ 1 financiado pelas instituições brasileiras, o Claifund contribuirá com outros US$ 3.



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