Após dois meses de protesto, oposição consegue falar com autoridade da Venezuela

Redação Tarobá News
Mundo | Publicado em 02/06/2017 às 22:05

Milhares de opositores e universitários conseguiram nesta sexta-feira, pela primeira vez em mais de dois meses de protestos, levar sua mobilização até um ente estatal e ser recebidos por uma figura do governo para entregar reclamações. Os manifestantes marcharam por uma das principais vias do leste da capital até a sede da estatal Venezolana de Televisión (VTV), que foi tomada desde o amanhecer por dezenas de policiais e guardas nacionais com veículos antidistúrbio.

Em meio a fortes medidas de segurança, uma comissão de universitários foi recebida pelo ministro das Comunicações, Ernesto Villegas, que se reuniu com os jovens, em plena rua e diante das câmeras de televisão, para escutar suas reclamações. "Como jornalistas devem ter ética e moral porque estão aqui para informar e mentem ao povo", afirmou a dirigente estudantil da estatal Universidad Central de Venezuela, Rafaela Requesens, ao exigir que a TV estatal "diga a verdade" sobre o que ocorre no país.

"Basta já de derramamento de sangue", disse o ministro das Comunicações, ao pedir o fim da violência e da impunidade no país.

Durante os 62 dias de protesto, as forças de segurança bloquearam todas as mobilizações da oposição até órgãos estatais, no centro da cidade, e utilizaram gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes. Os distúrbios nas ruas deixaram 63 mortos, mais de 1.100 feridos e 422 detidos.

Horas antes do início da mobilização, dezenas de pessoas bloquearam com barricadas de lixo e escombros algumas vias do populoso bairro pobre de La Vega, a oeste da cidade, em protesto contra a escassez de alimentos, disse à Associated Press o vereador opositor Jesús Armas. A polícia nacional lançou gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes e levantar as barricadas.

Já no centro dezenas de manifestantes favoráveis ao governo fizeram uma concentração diante da sede do Ministério Público para protestar contra a procuradora-geral, Luisa Ortega Díaz, que nos últimos dias aprofundou seu distanciamento do governo. Fonte: Associated Press.



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