Projetos e processos para uma nova liderança

Redação Tarobá News
18/10/2019 11:23

O consultor e professor da ISAE/FGV em Gestão Comercial, Gianfranco Muncinelli, deu uma verdadeira aula no último dia do Lidere 2019. Para falar sobre gerenciamento de projetos e processos como instrumentos de liderança e mudança, Muncinelli fez uma breve análise do contexto atual de muitas empresas.

Ele é membro da International Project Management Association (IPMA) e do Project Management Institute (PMI) e comandou o palco Gestão nos talks simultâneos do maior encontro empresarial da região. Ele citou situações como clientes insatisfeitos, mau uso e desperdício de matérias-primas, retrabalho, pessoal com problemas de motivação, perda de dinheiro, perda de posição no mercado, falta de reação a mudanças, piores resultados econômicos e decisões não baseadas em fatos objetivos.

Todo esse cenário ‘nebuloso’ serviu para o professor destacar a importância de se pensar realmente em mudanças na forma de liderar. E ele foi enfático ao dizer que não se deve mais seguir alguns conceitos bem conhecidos no universo corporativo.

“Há muitos mitos, como por exemplo, a ideia de que a execução equivale à alinhamento, pois nem todos estão na mesma linha de pensamento. Ou imaginar que a execução significa seguir estritamente o plano, ou mesmo, que a comunicação equivale à compreensão. Existem pelo menos cinco formas de captar uma mensagem emitida e ela pode ser aceita ou não”, diz.

Partindo para soluções, Muncinelli defende que a mudança na forma de liderar requer um modelo de execução que se baseia no gerenciamento de projetos e processos.  “A diferença entre eles é que o projeto tem início, meio e fim, enquanto que o processo é repetitivo, o dia a dia”, explica.

O projeto deve ter como prioridade, a comunicação, o custo, o tempo e as pessoas. “Depois de entregue o projeto é a vez de implantar um sistema de gestão, ou seja, a forma com que se faz as coisas dentro da empresa. E isso demanda o gerenciamento dos processos para compreender e comunicar os requisitos e buscar uma fabricação ou fornecimento de serviços sem desperdício e/ou elementos prejudiciais”, afirma.

E como saber se o caminho está certo? Muncinelli diz que essa resposta vem através dos indicadores. “O grande problema é que muitas empresas dizem que estão sem tempo para identificar os erros, os pontos mais problemáticos. Isso é porque elas estão presas em uma rotina”.