Autoamor

Sara Presoto
Comportamento | Publicado em 06/05/2020 às 08:52

Quando a insônia vem paro para me perguntar: o que me aflige? Outrora estaria indignada com a falta do sono e lutaria contra ela. E tentaria em vão, mil vezes, dormir. Na marra. Porque precisa e ponto. Agora, não. Dou voz a quem me acorda. Procuro olhar com afeto e empatia àquilo que me aflige. 

É como se traçasse uma conversa com minha própria alma e a perguntasse: porque você não quer dormir? Por que tamanha revolta? O que te incomoda? O que te fizeram? O que você permitiu? Por que? Faço o mesmo que busco fazer com o meu filho. Não forçar. Tentar entender o porquê da rebeldia. 

Só assim, com compaixão, a alma se acalma e se sinta confortável para talvez dormir de novo. E é assim também que tem sido todas as vezes que ela, a alma, fica agitada. Mesmo de dia. Tenho sido mais complacente comigo mesma. É o meu “autoamor”.



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