Quando criança...

Sara Presoto
Comportamento | Publicado em 09/03/2020 às 08:44

Era 1991. Eu tinha 11 anos de idade. Eu a minha prima, Cecília, a menina mais inteligente que eu já conheci até hoje na minha vida, inventora das brincadeiras mais divertidas e inusitadas, nós revolucionamos o jeito de brincar com os primos.

Na casa da Vó Clara, aquela extensa varanda de piso vermelho, era o palco dos nossos mais gostosos divertimentos.

A gente fazia desfile, com jurado e tudo. A gente regava plantas, obrigando meu irmão e o Gui, primo mais novo, a fazer xixi num cano de uma mangueira cortada (desculpa, gente, contei! hihihi)

A gente tinha até um “segue o mestre” diferente. (piada interna aqui)

Até novela a gente fez. Fez e gravou. Eu era a protagonista. Uma princesa. A Cecília era inteligente demais para atuar. Ela dirigia. E eu interpretava. Ahhh o sonho de ser atriz! (Por isso fiz jornalismo. Foi o mais próximo que cheguei).

Mas o que eu mais gostava mesmo. Que nunca saiu da minha mente, foi o dia que brincamos de fazer uma rádio.

Nós éramos muito competitivas e dividimos os primos em 2 equipes. Eu e a Cecília éramos uma equipe e os outros todos juntos eram outra. Foi então com o ultra mega power moderno para época Sound Blaster, 2 fitas e muita criatividade, que nós, nos apropriando do lançamento da música de Michael Jackson, criamos a rádio: Black or White. E a partir daí, não tinha brincadeira mais divertida. Imitar a voz dos locutores, falar a hora certa, anunciar música e ainda dar prêmios de mentirinha! Era a coisa mais legal de se fazer. Que brincadeira superaria essa? E realmente nenhuma superou. Tanto que mesmo trabalhando com tv desde os 9 anos de idade, o sonho da rádio permaneceu no meu inconsciente. Não sosseguei enquanto eu não trabalhei como locutora. Em 2001 realizei meu sonho. Passei por algumas rádios. Fiquei um tempo. Depois voltei. E agora, prestes a retornar a trabalhar definitivamente com a minha paixão de infância, as borboletas brincam no meu estômago.

É como se eu voltasse a ser criança. Como se tudo fosse novo, de novo. Como se eu nunca tivesse operado uma mesa de som (ou um Sound Blaster). É como se eu tivesse 11 anos de novo, prestes a apertar o rec e dissesse: podemos gravar, Cecília?



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