Arte, talento... com disciplina e planejamento

Marcos Giraldi
Cotidiano | Publicado em 17/07/2018 às 09:14

Copa do Mundo é a metáfora perfeita para o sucesso no mundo empresarial


Durante muito tempo, o Brasil foi sinônimo de futebol. Todos temiam nossos craques. A arte e o talento de Pelé, Garrincha, Zico, Romário, Ronaldo, Ronaldinho... eram praticamente garantia de vitórias acachapantes.

A técnica era suficiente. Se preocupar com tática? Desnecessário!

De repente, tudo mudou! Alemanha, Espanha e França aparecem como as grandes seleções e passam a levar títulos e mais títulos.

E o Brasil passou a colecionar decepções. Em 2006, a França nos derrubou. Em 2010, foi a Holanda. Em 2014... ah, os 7x1 para a Alemanha!!! E em 2018, a nova geração belga nos mandou para casa mais cedo.

TÁTICA

Desaprendemos a jogar futebol? Evidentemente que não! Na Rússia, tínhamos muitos talentos. Neymar, Coutinho, Marcelo, Thiago Silva, Gabriel Jesus. Reservas como Firmino, Douglas Costa, Felipe Luiz... de dar inveja em qualquer adversário.

Qual a diferença, então? No planejamento e na disciplina. A tática passou a ser mais importante que a técnica.

Os europeus passaram a estudar o futebol. Hoje são professores e nós, os outrora imbatíveis, copiamos os esquemas táticos daqueles gringos sem ginga e sem talento!

A França conquistou o 2º título e disputou 3 finais nos últimos 20 anos. Ganhou da Croácia sem ter um esquadrão fabuloso! Mbapé é um jovem de 19 anos com muito talento e velocidade, é verdade. Griezmann e Umtiti são bons jogador. Mas fica por aí.

E talvez seja justamente esse o grande segredo do sucesso: hoje, o que ganha título é equipe! Vivemos a era dos times!

DISCIPLINA

A França perdeu a Eurocopa em 2016 para Portugal. Mas decidiu manter o planejamento e o trabalho que vinham sendo feitos por Didier Deschamps. Seguiu o que havia programado. Planejamento e disciplina que foram coroados com a Copa do Mundo!

No mundo corporativo, também vivemos a era dos times.

Quer ter resultados extraordinários? Tática! Pegue os talentos de seus colaboradores e coloque-os onde possam render, em um ambiente de interdependência.

Interdependência não é dependência, nem independência. É você contar com os pontos fortes de cada um para somar em uma equipe muito bem treinada, planejada e disciplinada. Entender o talento de cada colaborador, portanto, é o primeiro grande passo para ter sucesso. Sem saber os talentos, não há como montar o time e colocá-lo para jogar. Lembrando que talento, sozinho, pode ganhar um jogo. Mas não ganha campeonato.

Com as informações detalhadas sobre cada “jogador”, as empresas precisam de um bom técnico. O líder! Liderança é algo escasso nos dias atuais. É comum vermos diretores, gerentes e supervisores com muita dificuldade na gestão emocional e na gestão de pessoas. Sem isso, não conseguem colocar seus talentos para jogar.

Com um time coeso e um técnico bem preparado, o terceiro passo é saber exatamente onde se pode chegar. Definir os objetivos, as metas.

Time pronto. Técnico com conhecimento. Metas definidas. É hora de fazer o planejamento para alcançar os resultados extraordinários. Sabendo, sim, que pode haver percalços no caminho – como a derrota da França para Portugal na Eurocopa. Aí, a disciplina entra em cena para que o trabalho não seja jogado fora por causa desses acidentes no caminho.



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