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Corinthians derruba 'quarta força' e faz história

26/12/17 às 12:39 - Escrito por Redação Tarobá News
Foto: do Futebol do Interior -

Quarta força. Foram poucos os times que tiveram a força que o Corinthians teve para provar, comprovar e ainda calar os críticos, que ainda em dezembro faziam previsões sobre 2017. Todas erradas. O time do Parque São Jorge foi tratado como o mais fraco entre seus concorrentes regionais, mas dentro de campo mostrou uma força de recuperação incrível, bateu todos eles e levou o título do Campeonato Paulista, o 28º na história.

A primeira derrota veio logo na segunda rodada da competição. Mesmo estreando com vitória em cima do São Bento por 1 a 0 em Sorocaba, o time de Fábio Carille sofreu dentro da Arena e acabou perdendo para o Santo André por 2 a 0. Dali veio a primeira lição: reforçar a marcação e fazer o básico. No jogo o artilheiro Jô chegou a perder um pênalti, que poderia ter mudado toda a história. E, apesar disso, os dois são os principais personagens do Corinthians no primeiro semestre.

VOLTA POR CIMA

Carille assumiu a vaga de Tite, convocado para comandar a Seleção Brasileira. Sem o peso de um técnico ‘medalhão’, sofreu para ganhar a confiança da imprensa, mas sempre teve o apoio da torcida nas arquibancadas. Fundamental para ganhar confiança. Jô, por outro lado, é cria do ‘terrão’ e ainda assim chegou no Parque São Jorge sem muito badalo. Na época o Corinthians negociava com Drogba e o centroavante acabou sendo visto como ‘Plano B’.

Talvez o ‘Plano B’ tenha sido melhor ainda do que o principal. Depois de vencer Novorizontino e Audax, o Corinthians tinha pela frente o maior adversário de todos: seu rival Palmeiras. O turco Kazim começou como titular, mas depois de uma trapalhada do árbitro Thiago Duarte Peixoto, que expulsou Gabriel, ao invés de Maycon, o time da Arena Corinthians ficou com um jogador a menos. Suportando a pressão, Carille apostou em Jô nos minutos finais. E não deu outra: aos 42 minutos do segundo tempo ele marcou o gol da vitória por 1 a 0.

COM MORAL

Para os torcedores o resultado foi muito mais do que apenas uma vitória em cima do rival. Foi o sabor de provar o primeiro clássico sendo chamado de quarta força, contra um adversário pomposo, que investiu milhões em reforços. Dali pra frente o Corinthians vencer o Mirassol e o Santos, além de um empate com a Ponte Preta. Perdeu novamente, desta vez para o Ferroviária, aquela que por um bom tempo seria a última derrota do clube – ficou até o segundo turno do Campeonato Brasileiro sem perder.

Líder isolado do Grupo A, o Corinthians teria que passar pelo Botafogo de Ribeirão Preto para continuar sua caminhada até o título. Fora de casa, no estádio Santa Cruz, um empate sem gols burocrático e sonolento, apenas para garantir a ‘vantagem’ no jogo da volta. Com gol de Rodriguinho ainda no primeiro tempo, o alvinegro estava classificado para as semifinais, desta vez contra o rival São Paulo, em outro jogo marcante da campanha.

INESQUECÍVEL

No Morumbi com 45 mil pessoas, Corinthians e São Paulo presenciaram uma das maiores cenas de fair play da temporada, quando Rodrigo Caio sinalizou ao árbitro que tinha feito uma falta em Renan Ribeiro e não o adversário Jô, que receberia o segundo amarelo. Resultado: o atacante ficou em campo, marcou gol, Rodriguinho completou e o time de Itaquera saiu do primeiro jogo com a vantagem de 2 a 0 no placar.

A volta foi tão polêmica quanto o primeiro jogo. Jô recebeu em posição de impedimento aos 46 minutos do primeiro tempo, ficou cara a cara com Renan Ribeiro e abriu o placar. Lucas Pratto até empatou no segundo tempo, mas a vaga na final era do Corinthians. Do outro lado da chave, a Ponte Preta eliminava o Palmeiras com uma sonora goleada por 3 a 0 dentro de casa e a derrota por 1 a 0 na Allianz Arena.

A GRANDE FINAL

Agora é clima de final, toda a emoção que gira em torno de uma grande decisão. Corinthians e Ponte Preta poderiam finalmente repetir 1977, quando também decidiram o Campeonato Paulista. Para muito corintiano aquele foi o maior título da história do clube, enquanto para muito pontepretano aquela foi uma das temporadas mais difíceis de esquecer, quando mais chegou perto de realmente conquistar seu primeiro título.

Toda ansiedade foi traduzida em campo, pelo menos do lado da Ponte Preta. Desorganizada, nervosa, imatura, a Ponte Preta cometeu erros bobos e perdeu o primeiro jogo para o Corinthians por 3 a 0, em pleno Moisés Lucarelli. Rodriguinho, duas vezes, e Jadson deram um show em Campinas e comandaram o time de Fábio Carille. A taça estava encaminhada para o time do Parque São Jorge finalmente poder calar quem os chamou de quarta força.

Precisando apenas confirmar o título, o Corinthians lotou a Arena, com mais de 46 mil pessoas esperando apenas o apito final do árbitro Leandro Bizzio Marinho. Depois de 90 minutos, mais acréscimos, a torcida comemorou o empate por 1 a 1, gols de Romero e Marllon, e levantou a 28ª taça do Campeonato Paulista na história. Começava ali uma das campanhas mais marcantes da história do clube, que também foi campeão brasileiro.

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