Causos de fora das quatro linhas

Júlio Sodré
Esportes | Publicado em 29/07/2019 às 22:06

Foto: zagueiro Silvio coloca a camisa certa, a número 3, aos quatro minutos do primeiro tempo contra o Oeste - Reprodução/Tarobá Esporte

Hoje estou nostálgico. A cidade de Londrina rende muitas histórias e estórias sobre futebol. Claro que os dois jogadores com a mesma numeração em um jogo de Série B, no último fim de semana, me inspiram. Por isso, te convido, torcedor, para relembrar alguns episódios curiosos que os profissionais que atuam fora das quatro linhas proporcionaram durante os últimos anos, ao longo da gestão da SM Sports no futebol do Londrina Esporte Clube.



2014 - Porrada para tudo que é lado


Jogo de volta da semifinal do Campeonato Brasileiro da Série D. Londrina precisava vencer para avançar à final. Em vantagem, o pessoal do Brasil de Pelotas aprontou aquela enrolação. O técnico gaúcho Rogério Zimmermann foi expulso e saiu de campo caminhando a 0,0001 km/h. Parecia ter a intenção de arrumar uma confusão para o jogo acabar ali. Ele jogou a isca e a turma do Londrina fisgou. Depois de alguns empurrões, a porrada rolou solta. Nem o então técnico do Londrina, Claudio Tencati, participou da briga generalizada. Seria apenas uma briga de jogadores e comissão técnica se o então gerente de futebol do Londrina, Alex Brasil, não entrasse na briga. A caixinha do óculos virou arma, que logo foi arremessada. O mordomo Chimbika tentou uma voadora mal sucedida. Instantes depois, sofreu um golpe e ficou desacordado. A briga terminou e o Xavante foi para a final.


2015 ou 2016 - Molecada boa de briga


Não me lembro ao certo qual era a temporada. A molecada já crescida, então nas categorias de base do Londrina, estava animada, curtindo até altas horas com o som no volume lááá em cima nos alojamentos do CT da SM Sports. O profissional contratado para cuidar dos “meninos” teria ido lá e, de maneira grosseira, teria a intenção de acabar com a festa, colocar ordem no recinto. Foi então, que um coletivo “meninos” teria se rebelado contra o truculento cuidador das categorias de base. Tomou um “passa fora” do coletivo formado por “meninos” das categorias de base.



2016 - Sabe aquela checagem? Não fizeram!


O Campeonato Paraense 2015 já havia acabado para o Londrina quando o volante Germano foi denunciado por uma suposta agressão. Ele foi julgado e condenado a um jogo de suspensão. A pena deveria ser cumprida no primeiro jogo do Paranaense 2016. Não foi! Antes da segunda rodada, a diretoria de futebol convocou uma entrevista coletiva para explicar que o volante Germano não entraria em campo contra o Toledo, na cidade de Arapongas. Foi uma tentativa de compensar a utilização irregular na rodada de estreia em 2016, contra o PSTC. Não deu certo! Regra é regra! O Londrina perdeu seis pontos. ‘Menos pior’ que não fez falta. O Londrina se classificou para a fase final da competição e terminou com o título simbólico de campeão do interior. Na época, comentava-se nos bastidores que o então supervisor de futebol João Severo não teria enviado a lista do elenco à Federação Paranaense de Futebol para checar quem estaria apto para o jogo de estreia.


2016 - Reforço mal chegou e foi embora. Teve confusão ou não?


Destaque do Cascavel do Paranaense de 2016, o atacante Morato foi contratado para reforçar o Londrina na Série B do Brasileiro. Mal chegou e logo foi embora. À época, o boato inicial foi de uma briga, até com contato físico entre o jogador e o então gerente de futebol Fernando Leite (contratado depois da perda dos seis pontos no Paranaense). Dias depois, Morato disse que havia sido mal tratado pelo profissional. Fernando Leite negou a agressão e disse que apenas conversou com o atleta, que estava em período de avaliação e não havia sido aprovado. O que não entra na cabeça é o fato de o jogador ter sido destaque do Cascavel no Paranaense. Ele aceitaria vir para fazer um teste? Esquisito. A história ficou por isso mesmo. Três meses depois, aproximadamente, Fernando Leite saiu do Londrina.


2018 - Cadê o contrato?


O Londrina preparou um pacotão de reforços para apresentar no mês de janeiro. Neste pacotão,  estava o meia Alex Apolinário, do Cruzeiro (MG). Alex foi apresentado, mas com um pequeno detalhe: não havia assinado qualquer contrato com o Londrina Esporte Clube. Após alguns dias de treinamentos, ele foi embora do CT da SM Sports e não voltou mais. Disse que só voltaria ao clube após a diretoria de futebol se resolver com o empresário dele. O empresário resolveu a situação… com o Atlético Paranaense. No Furacão, teve contratado assinado e Alex entrou em campo pelo time da capital.


2019 - Dois 4


O ano é 2019. O futebol vive o auge do profissionalismo, principalmente em um país que tem a modalidade como a mais importante no cenário esportivo e é o ‘ganha pão’ para dezenas de milhares de profissionais deste meio. A competição é o Campeonato Brasileiro da Série B, terceira competição mais importante do futebol brasileiro. Pois é neste cenário em que os jogadores só precisam entrar em campo e fazerem o que deles se espera é que o Londrina enfrentou o Oeste com dois zagueiros vestindo a mesma numeração. Marcondes e Silvio tinham a camisa 4. Como Silvio estava registrado com a camisa 3 na súmula, foi advertido com o cartão amarelo e teve que colocar a camisa 3 aos quatro minutos do primeiro tempo. Quer mais? Ele estava pendurado e ficou suspenso. Não vai enfrentar o Paraná Clube nesta terça-feira.


Quantos causos, hein?!

E olha que nem lembrei a época do grupo Universe!

E olha que nem me aprofundei na época do Peter Silva, com rifas de moto e TV para poder viajar para jogar!

E olha que só fiquei no LEC. Já pensou se começasse a escrever os causos do técnico Kanário, na divisão de acesso do Paranaense, com a Portuguesa Londrinense?!



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