O terceiro Pan-Americano de Ana Paula Vergutz

Luciano Neves
Esportes | Publicado em 15/07/2019 às 18:26

Fotos Luciano Neves

Se tratava apenas uma situação de protocolo. Já se sabia que a atleta da canoagem de Cascavel, Ana Paula Vergutz, disputaria os Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru. Mas faltava a convocação formal por parte da Confederação Brasileira de Canoagem (CBCa). O documento que oficializou a presença de Ana Paula no Pan foi publicado na semana passada. Além dela, o canoísta Vagner Junior Souta, do Clube de Regatas Cascavel (CRC), também foi efetivado no Pan.

De acordo com Ana Paula, restava apenas a definição dos atletas brasileiros do naipe masculino nos Jogos de Lima. Por isso, houve uma certa demora da CBCa para confirmar a convocação dos representantes do Brasil. O fato é que Ana Paula só tem mais essa semana para finalizar a preparação para o Pan. No próximo domingo (21), ela viaja para o Peru para a disputa do Pan. A competição inicia no dia 26 de julho e vai até o dia 11 de agosto.

Esta será a terceira participação de Ana Paula Vergutz nos Jogos Pan-Americanos. Ela esteve na edição de 2011, em Guadalajara, no México, e na edição de 2015, em Toronto, no Canadá. E foi na última participação no Pan que ela conseguiu um resultado histórico para a canoagem brasileira. A medalha de bronze conquistada na prova do K1 é a única do Brasil em Jogos Pan-Americanos no caiaque feminino na canoagem de velocidade. No mesmo ano, Ana Paula ficou bem perto de conquistar mais medalhas no Pan. Ela ficou com um sexto lugar no K2, quando remou ao lado da irmã Beatriz Vergutz, e ajudou o quarteto brasileiro a ficar com o quarto lugar no K4 500 metros.

Em Lima, Ana Paula irá competir nas provas de K1 500 e K1 200 metros. Ana Paula é especialista na provas mais longas. Por isso, ela projeta melhores resultados no K1 500 metros. “Quanto mais longo for o percurso, melhor”, resumiu ela.

Adversidades

Ana Paula Vergutz é uma das referências nacionais na canoagem. Além da medalha histórica no Pan de Toronto, ela ainda carrega consigo o emblema de ser a única mulher a representar o Brasil na canoagem nos Jogos Olímpicos. E espera repetir o bom desempenho no Pan de Lima. “Eu estou confiante que posso trazer um bom resultado para o Brasil”, disse. Só que ela faz uma ponderação. Ana Paula teve que encarar uma situação diferente na preparação para o Pan. Enquanto exercia os treinamentos no Lago Municipal de Cascavel, o seu treinador na Seleção Brasileira, Lauro de Souza Júnior, o Pinda, permaneceu em São Paulo. A troca de informações sobre o desempenho da atletas sempre foi à distância. “Eu sempre cumpri o cronograma de treinamentos que ele me passava. Mas é sempre bom ter uma pessoa acompanhando os trabalhos de perto, ali, ao lado da água. Nos treinamentos, o Lauro até me passava um feedback. Mas o ideal é que ele aconteça no momento dos trabalhos. E é sempre bem ter alguém te motivando”, explicou ela.

Por conta disso, Ana Paula não coloca sobre si a exigência de voltar para casa com uma medalha do Pan de Lima. “Tenho uma grande responsabilidade, que é representar o Brasil no Pan, mas sem tanta cobrança. Foi diferente no Pan de 2015 quando foi depositada uma expectativa muito grande sobre mim. Mas conquistamos a medalha”, disse ela.




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