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Vai começar a fase de grupos da Libertadores da América

Luciano Neves

Será que a Libertadores fica nas mãos de um time brasileiro? Foto Conmebol

O domínio brasileiro na Libertadores da América ficou bastante latente nos últimos anos. De 2010 para cá, foram sete conquistas em onze edições do torneio. O apogeu desse domínio foi a final brasileira entre Palmeiras e Santos no Brasil, já que o duelo decisivo, vencido pelo Verdão por 1 a 0 que resultou no bicampeonato, foi realizado no Maracanã.

Na Libertadores, a bola já está rolando desde o dia 23 de fevereiro. Mas após três fases prévias eliminatórias, o ‘bicho vai pegar’ pela fase de grupos da edição de 2021. Será que o Brasil conseguirá reduzir a distância no número de títulos para os argentinos? O Palmeiras levantou a vigésima taça para o país contra 25 conquistas dos hermanos.

Em termos de representação, o Brasil será o país com o maior número de times da fase de grupos com sete equipes. Seriam oito se o Grêmio não tivesse caído de maneira precoce. A Argentina terá seis times e também perdeu um clube tradicional na fase prévia. O San Lorenzo, campeão de 2014, caiu diante do Santos. E dos sete times nacionais que estão na fase de grupos, quem tem mais chances de levantar o caneco no fim do ano? Fiz uma análise de cada uma das oito chaves.

Grupo A

Atual campeão da Libertadores, o Palmeiras encabeça o Grupo A. Quando ocorreu o sorteio, o Verdão tinha, no papel, um grupo fácil. A chave ficaria mais forte caso o Grêmio tivesse avançado para a fase de grupos. Ou seja, se tivesse avançado, seria ‘vizinho’ do Verdão. Mesmo sem o Tricolor Gaúcho, o Grupo A se tornou um dos mais fortes com o Defensa Y Justicia, campeão da Sul-Americana e da Recopa Sul-Americana sobre o Palmeiras, e Independiente del Valle, que ingressa no torneio com moral de ter eliminado um tricampeão continental. O Universitário do Peru, de menor tradição, deve ser ‘saco de pancadas’ do grupo. Aliás, a defesa do título para o Verdão começa contra o Universitário, na quarta (21), no Estádio Monumental de Lima.

Grupo B

O Internacional, bicampeão da América, será o brasileiro no Grupo B, que tem o tradicional Olimpia do Paraguai como cabeça de chave, e os menos expressivos Deportivo Táchira, da Venezuela, e Always Ready, da Bolívia. O colorado pega o time boliviano nesta terça (20), às 19h15, no Estádio Hernando Siles. Em tese, nesta chave devem passar Inter e Olimpia. Porém, o Táchira, que já disputou várias vezes a Libertadores, exige mais cuidados.

Grupo C

O Grupo C tem o Santos, que passou por duas fases prévias da Libertadores. Para chegar nesta chave, o Peixe despachou o modesto Deportivo Lara da Venezuela e o tradicional San Lorenzo, o que deu gabarito para a classificação do atual vice-campeão da América. Só que a chave não é das mais fáceis, já que tem o gigante Boca Juniors, o Barcelona de Guayaquil e o The Strongest, da Bolívia. Os dois times sempre aprontam na competição. Mas se tudo correr dentro da normalidade, as duas vagas ficarão com Santos e Boca. Nesta terça (20), o time da Vila faz o quinto jogo na competição e o primeiro na fase de grupos. O duelo será contra o Barcelona do Equador, às 19h15.

Grupo D

O Fluminense é o único brasileiro que está nesta edição e que ainda não venceu a Libertadores. A busca pelo título inédito começa na quinta (22) contra o tetracampeão River Plate, que esteve nas semifinais das últimas quatro Libertadores. Mas o Flu tem condições de avançar já que os outros adversários são menos tradicionais: Independiente Santa Fé e Junior Barranquilla. Porém ambos são forças do futebol colombiano e cruzam com frequência o caminho dos times brasileiros em competições continentais. Por exemplo, o Junior, que foi o último time a conquistar a vaga na fase de grupos, decidiu a Copa Sul-Americana com o Athletico-PR, em 2018 e foi superado pelo Furacão.

Grupo E

O São Paulo é a prova de que não tem jogo fácil na Libertadores. Na edição passada, o Tricolor Paulista fez parte do ‘grupo da morte’, mas não avançou para as oitavas porque perdeu pontos para o modesto Binacional. Em 2021, o time é cabeça de chave do Grupo E, em tese, mais tranquilo, que a edição passada. O São Paulo joga nesta terça (20) contra o Sporting Cristal do Peru, às 21h30. O grupo tem ainda o Racing, algoz do Flamengo na última Libertadores, e o desconhecido Rentistas, do Uruguai.

Grupo F

O Grupo F é o único que não tem times brasileiros. Porém, arrisco dizer que este é o ‘grupo da morte’ da Libertadores de 2021. A chave tem três campeões continentais: Nacional do Uruguai, Argentinos Júniors e Atlético Nacional da Colômbia. A Universidad Católica do Chile completa esse grupo sem favoritos.

Grupo G

O Flamengo teve o privilégio de ser o primeiro time a ser campeão da Libertadores no formato de partida única na decisão. O bicampeonato veio em 2019 e o Rubro-Negro tinha um grupo complicado que deu ‘crosta’ para a conquista. Em 2021, o Flamengo não terá vida fácil. Ficou no Grupo G com outros dois campeões da América: o Vélez Sarsfield, da Argentina, adversário desta terça (20), às 21h30, e a LDU, do Equador. Por coincidência, no ano do bicampeonato em 2019, o Flamengo avançou para as oitavas de final ao lado da LDU. O time de menos tradição no grupo é o Unión La Calera, do Chile.

Grupo H

Por fim, o Grupo H, o grupo do Atlético-MG. Não chega a ser um ‘grupo da morte’, mas não se desenha dos mais fáceis. O Galo terá o Cerro Porteño, do Paraguai, e o América de Cali, da Colômbia, como adversários. O La Guairá, da Venezuela, não deve atrapalhar os planos do Atlético-MG de faturar o bicampeonato da América. Isso é o que veremos na próxima quarta (21) quando o Galo estreia na competição contra os venezuelanos do La Guairá, fora de casa.


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