Câmara quer saber porque CMTU vai assumir funções do IPPUL

Fernando Brevilheri
Política | Publicado em 19/08/2019 às 17:59

Imagem: arquivo/TV Tarobá

A direção da CMTU – Companhia Municipal de Transito e Urbanização deve ir a sessão desta terça-feira, 20, para explicar como vai assumir parte das atribuições do IPPUL – Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina.  A medida foi divulgada em primeira mão pelo Jornal Tarobá na semana passada e foi determinada por meio de um decreto do Prefeito Marcelo Belinati.

O decreto estabelece que “serviços de estudo, planejamento, concepção e elaboração de projetos de sinalização viária horizontal, vertical e semafórica”, incluindo travessias elevadas, guias rebaixadas e áreas de embarque e desembarque, carga e descarga e estacionamento” ficarão com a CMTU. Além dos diretores da companhia, também foi convidado o procurador jurídico do município JOão LUiz Esteves.

Em nota divulgada pela assessoria, o presidente da Câmara, vereador Ailton Nantes (PP), informou que a intenção do convite é compreender o que muda com o decreto e solicitar esclarecimentos sobre questões jurídicas que envolvem a edição do ato normativo, uma vez que os parlamentares são constantemente procurados por moradores solicitando apoio na obtenção de benfeitorias e manutenções relacionadas ao trânsito. Como cabe à prefeitura executar as ações, a Câmara encaminha os pedidos dos cidadãos ao Executivo, por meio de “indicações”, e atua como mediadora. De 1º de janeiro a 16 de agosto deste ano, foram enviadas pelo Legislativo cerca de 400 indicações com o tema “sinalização viária”.

O prefeito Marcelo Belinati negou que o decreto tenha sido motivado por sinalizações polêmicas que o IPPUL projeto, como por exemplo a “Chicane” na Av. Das Torres que gerou inúmeras reclamações de motoristas que consideraram o projeto confuso. Um motociclista morreu e o NIPA pediu providências ao Ministério Público sobre o caso alegando que a “chicane” é que contribuiu para o acidente fatal.

Já a câmara vai num tom mais ameno: “É um diálogo que mantemos com o Executivo há algum tempo, com manifestação de alguns vereadores em Plenário sobre a dificuldade de o município executar alguns serviços teoricamente simples, como uma faixa elevada ou um rebaixamento de meio-fio. Questionando a CMTU, que é quem executa esses serviços, ela sempre nos dá a resposta de que está aguardando o projeto da obra, que deve vir do Ippul”, afirma Nantes.



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