MP quer providências sobre 'gradil' da rodoviária de Londrina

Fernando Brevilheri
Política | Publicado em 02/08/2019 às 18:24

Imagem: TV Tarobá

Impressiona como Londrina produz polêmicas curiosas. Recentemente a direção do Terminal Rodoviário de Londrina instalou gradis no piso inferior para reforçar a segurança e restringir o acesso de moradores de rua no local.

É comum a presença de mendigos e andarilhos que utilizam a marquise do terminal como abrigo e dormitório. Os moradores amontoam cobertores, roupas e objetos pessoais num local onde circulam centenas de pessoas diariamente. Passageiros e turistas já relataram que muitos fazem necessidades fisiológicas o que produz um ambiente inóspito e com mau cheiro. A direção do terminal também já recebeu denúncias de uso de bebida alcoolica, drogas e até sexo no local.

O piso inferior também é onde fica parte dos taxistas e servia de plataforma para quem utiliza o transporte coletivo. Devido às reclamações, o ponto dos ônibus foi mudado para o piso superior. É nítido o desconforto de quem precisa passar pelo local. Há relatos de furtos e até roubos a pessoas que chegam de viagem com bagagens e bolsas.

Agora, o Ministério público está sendo provocado para tomar providências. A promotora de justiça do centro de apoio dos direitos humanos em Curitiba Ana Carolina Pinto Francesch enviou ao promotor Miguel Sogaiar o seguinte ofício:

“Cumprimentando-o, sirvo-me do presente para remeter a Vossa Excelência, para ciência e providências que entender cabíveis, a Notícia de Fato nº MPPR-0046.19.107324-9, destinada a averiguar situação de instalação, pela administração da Rodoviária de Londrina, de gradil para evitar que pessoas em situação de rua durmam nos fundos do Terminal Rodoviário de Londrina José Garcia Villar, localizado na cidade. Ao tempo em que me coloco à disposição para eventuais esclarecimentos, apresento a Vossa Excelência protestos de consideração. “

Questionado sobre a situação, o prefeito Marcelo Belinati disse que a instalação de grades na rodoviária foi uma decisão da direção do TRL e que irá verificar a situação. O custo das grades – que não é o objeto do pedido de providências – é de R$46 mil.



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