Cascavel ainda tem praças com muros iguais ao que caiu e matou uma criança em 2017

Paulo Martins
Política | Publicado em 22/08/2019 às 13:00

Em Junho de 2017 um menino de 9 anos morreu depois que um muro caiu sobre ele na praça do bairro Floresta.

Os espaços eram chamados de Centro de Convivência e no projeto arquitetônico, continha esse muro. Dois anos se passaram e essas estruturas ainda existem em algumas praças da cidade.

Nossa produção entrou em contato com os citados: Luiz Carlos Marcon disse que não vai se pronunciar porque não tem responsabilidade no caso e na época apenas cuidava da documentação. Não conseguimos contato com o engenheiro Paulo Moretti Junior e Dácio Borges, sócio-proprietário da Borenge construções. O servidor público Darci Gonzatti, , não retornou as nossas ligações. 

 Comentário Paulo Martins: 

A acusação do Ministério Público não é uma sentença, mas é um “pedido de sentença à justiça” e, nesse caso que a Tv Tarobá acompanha em detalhes desde que a tragédia aconteceu, o pedido não nos parece fora da realidade, pois deixa mais do que claro que quem matou o menino João Vitor foi a negligência. 

O muro foi “o agente” da morte, mas a negligência a sua responsável indireta e os cultores dessa negligência certamente jamais se livrarão dessa pesada carga emocional, assim como o pai, a mãe e demais familiares, pois uma família nunca está preparada para superar a morte de um filho. 

E, convenhamos, será que esses responsáveis pela negligência que matou o menino merecem algum grau de compreensão, debitando-se o fato a um inevitável acidente ???? Infelizmente, os detalhes descobertos agora pela reportagem da Tarobá, dois anos depois da morte do João Victor, revelam que o culto inaceitável à “negligência mortífera” continua presente nas áreas aí mostradas, assinalando possibilidades de novas mortes para às quais nem o setor responsável pela prefeitura está ligando, tanto que até agora novos muros estão balançando e vão balançar até caírem pois, também como viram, embora tenhamos pedido explicações, não se deram ao trabalho nem sequer de responder – não a nós – mas à opinião pública a quem seria destinado o objeto de informação, de nosso pedido. 

É o que dá acumular-se num secretário de obras a missão paralela de agente politico-eleitoral.




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