Cresce o número de moradores de rua em Cascavel

Paulo Martins
Política | Publicado em 18/04/2019 às 13:02

Cresce em Cascavel  o número de moradores de rua e muitos deles dão trabalho para a comunidade, nossa equipe de reportagem foi conversar com essas pessoas.

Eles ficam parados, um deles vai ate o estacionamento que fica em frente ao Cemitério Central, dão uma olhada em alguns carros e voltam para o ponto onde ficam moradores de rua. Fomos até lá para conferir quem são essas pessoas e porque tem esta vida, um deles não quis conversar e com a nossa chegada se afasta.          

Segundo a Secretaria de Assistência Social é o perfil acolhedor do cascavelense que faz com que os moradores de rua queiram viver na cidade e é a esmola entregue para essas pessoas que dificulta o acolhimento já que a maioria tem problemas com álcool e drogas.   

Quando a noite chega eles se espalham pela cidade. Para acolher essas  pessoas em Cascavel tem o Albergue André Luiz que atende por dia 50 moradores de rua e a casa de passagem que oferece um serviço de acolhimento para mais 70 pessoas.

O problema é que muitos deles não querem sair da rua, é o caso do Maicol Douglas que mora há  35 anos na rua ele diz não querer ir para um albergue. 

Comentário Paulo Martins:

Da União Européia, o único país que resolveu esse problema comum a todas as cidades do mundo foi a Finlândia. – o único. A Finlândia não tem moradores de rua e o que ela fez foi dotar essa gente de um local, não provisório como abrigos e, sim, permanente, sem limite de tempo para morar, além de assistência a problemas com saúde e alimentação.

Nenhuma outra cidade fez isso, nem Paris, nem Londres, nem Madrid, nenhuma outra, a Finlândia encarou a situação e decidiu resolve-la, investindo no problema e “não dando pinceladas politico-demagógicas como acontece no resto do mundo”. 

Algumas cidades europeias, fora as citadas, estão começando a esboçar algo parecido com o que se conhece por reação, optando até por contêineres, adaptados com instalação sanitária e luz elétrica, mas apenas esboçando essa reação que terá que contar também, fundamentalmente, com programas adequados e até de orientação psicológica para convencer essa gente que, resolvido o problema do teto, precisam encarar a vida em seus demais aspectos no sentido de se reintegrarem à sociedade. 

Por fim, por aqui temos chances de solução?? É bom lembrar que napoleão disse que “impossível não era uma palavra francesa”. estava certo...é uma palavra brasileira intimamente relacionada com a política e gestões públicas que chamam de administrativas.



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