"Exigirmos o cumprimento da lei é o mínimo que nos é lícito"

Paulo Martins
Política | Publicado em 13/04/2018 às 13:46

Hoje no Brasil, qualquer novo imposto que queiram os governos municipais, estaduais ou federal impor ao contribuinte não escapará do conceito de “violência”, principalmente pelo fato de não se poder ignorar o cruel volume de dinheiro que é confiscado dos setores entendidos como “trabalhadores, indústria, comércio, agricultura e serviços”, todos os dias, todos os meses, todo ano. 

Calculando-se a priori não apenas o que é descontado ou recolhido como imposto de renda, some-se os tributos embutidos “nos preços de qualquer coisa que se compre”,  de forma patética constataremos que neste nosso país se trabalha nove meses apenas para satisfazer a fome insaciável de tributos do poder público.  É uma violência e, violência que remete ao conceito de brutalidade diante do que já é esfolado do bolso de cada um. Fazemos esse registro para chamar a atenção da sociedade de que está se produzindo uma travessura que objetiva onerar mais ainda do que já está a sociedade de Cascavel...Trata-se dos custos de manutenção dos bombeiros. 

Nada contra os bombeiros, acontece que esse serviço pertence à segurança pública e segurança pública é obrigação do estado, o mesmo estado que desembaraçadamente conta nossas economias em seus cofres, volume que, numa gestão adequada e competente, deve estar programada para cumprir com essa sua obrigação. As lamúrias estão se tornando ridículas, juntadas às veladas ameaças de prejuízos ao serviço. Essas manobras se tornam até imorais ao se saber que nada devemos – que já pagamos pelo serviço - e exigirmos o cumprimento da lei é o mínimo que nos é lícito, pois essa obrigação é do estado que já recebeu prá isso, essa conta não é nossa. 

Chegaram até a mudar o nome do imposto – passaram para “taxa de desastre” – “malandragem”, pois a própria lei aí está para impedir mais essa violência que, somada entre todos os contribuintes, arrasa no total. Não devemos essa taxa, repetimos, isso é obrigação do estado que está à espreita esperando que se caia nesse esbulho e, esperando para, quem sabe, depois vir com nova manobra, nos passando a obrigação de reformar escolas – recapar ruas – pintar prédios públicos e até comprar ou mesmo reformar viaturas policiais, como, aliás, já está ocorrendo ali no Jardim Tropical.



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