"Hermes, não passou de um mito, mas os senhores do STF não"

Paulo Martins
Política | Publicado em 21/12/2018 às 13:21

Os brasileiros ainda palpitam sobre o que nesta semana foi criado, que foi o que se pode chamar de “lambança”. E foi gerada lá no supremo essa “lambança” e graças – salvo melhor juízo – “a diferentes interpretações da lei” de parte dos inquilinos daquela casa e o que os tem desafiado é uma certa – digamos –“essência” cognitiva que se conhece por “hermenêutica”... Este livro que os “doutos” chamam de “a Teoria Filosófica do Conhecimento”. 

Parece pedante, mas não, é isso mesmo e, como todos sabem, os conflitos começaram com o Ministro Marco Aurélio Melo, primo e nomeado para aquela corte por Fernando Collor, tentando tirar o Lula da cadeia, e se conseguisse, com ele sairiam também mais de 160 mil condenados em segunda instância. Pela forma de Marco Aurélio “ruminar” sua “hermenêutica”, Lula hoje teria que estar solto. 

E de onde vem essa tal de hermenêutica, hoje juntada à filosofia, que provoca tantos conflitos? É que, também segundo os “doutos”, vem ela inspirada na história da mitologia, que conta que os deuses daquela lenda falavam uma língua toda deles, que era diferente da língua do povo e, por isso, diante de leis e ordens dos deuses, o povo não obedecia por não entendê-los.

Foi então que os Deuses chamaram Hermes – mercúrio para os romanos –e determinaram que ele levasse e traduzisse – para o povo – a interpretação da linguagem dos deuses. Deduz-se dessa história que Hermes não teria sido bom tradutor, pois para uns transmitia uma forma para aplicação das leis e para outros, outra forma, diferenças que acabaram inspirando a necessidade de uma teoria que viesse facilitar a interpretação daquelas leis – algo que na bíblia chamamos de exegese, e dali afirmam, surgiu a hermenêutica...A teoria da compreensão que, todavia, em termos de Ministros do STF, a transformaram uma torre de babel.

Assim, cabe a todo brasileiro perguntar: “o que está havendo com aqueles vetustos senhores” que, ao invés de subjugarem a lei pela sabedoria, estão sim é produzindo mais fiascos, revelando-se incapazes do uníssono, tentando desprezar a evidência de que estão, sim, ou a produzir vítimas ou a proteger quem não merece, como se entendendo na condição de deuses, e com isso desanimando e insultando a sociedade no âmago de rompantes que passaram a custar muito mais caro para nós, após seus reforços de salariais? 

Por fim, Hermes, não passou de um mito, mas os senhores do STF não eles são realidade e, se assim o é, quer nos parecer que, ou passam a cultivar uma forma de respeitar a sociedade e se entenderem, ou essa que comece a se planejar para leva-los a julgamento no Congresso Nacional...Pois ninguém mais parece disposto a tolerar um Marco Aurélio vez ou outra jogar pó de mico no salão.



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