'Os americanos no velho Oeste enforcavam os ladrões de cavalos'

Paulo Martins
Política | Publicado em 01/11/2019 às 13:00

Golpe à vista: a reação explosiva do presidente Bolsonaro contra a rede de televisão que elaborou insinuações falsas de sua ligação ao caso Marielle, na tentativa indecorosa de tentar induzir a opinião pública ao erro, transformou-se na “bomba da semana” e, como tal, o fato – devido a sua sordidez - colocou em segundo plano um “escárnio” inventado e sendo proposto por Dias Tófolli, ex-advogado do PT e, por hora ocupando a presidência do STF, ele que foi nomeado por Lula para aquela corte.  

A proposta dele é uma alteração na lei que venha eliminar a “prescrição” do crime após a condenação em segunda instância, abrindo espaço para todos os penduricalhos que protegem a liberdade do criminoso e fazem a alegria de grande número de advogados que eternizam a produção de dezenas e dezenas de recursos, através dos anos, assim como o faz atualmente aquele fiasquento advogado do Lula que, houvesse nobel para isso, seria o maior laureado do pedaço, não por êxito que não logrou, ao contrário, mas pelo volume ridículo. 

A proposta de Tófolli vem no dorso de duas circunstancias: uma é a que ele certamente já se decidiu pelo seu voto – que será de minerva - e, propondo essa nada encabulada traição, deixa transparecer que a cilada já está programada, vai votar contra a prisão após segunda instância, e o STF irá, vergonhosamente, voltar atrás em torno de algo que já havia estabelecido jurisprudência, ou seja, vai dizer a si mesmo que molecagem ali tem vez e pode ser praticada a qualquer hora. 

Uma proposta dessas é uma estupidez, criminosos ficarão em liberdade por anos vivendo décadas galopando em cima de recursos e, esses períodos infinitos irão até estimular o crime, não inibi-lo, irão, sim, é descartar sua majestade que vem a ser o exemplar espírito da punição: “um exemplo?? os americanos no velho Oeste enforcavam os ladrões de cavalos não propriamente para recuperar os cavalos, mas para “ensinar” que cavalo não era para ser roubado. 

A proposta de Tófolli, além de fazer a alegria de criminosos – principalmente aquele que fez da sede da Polícia Federal em Curitiba um palanque político - passeia desembaraçadamente pela vergonha e, os maus exemplos do crime irão consagrar o próprio crime e, mais ainda, estimula-lo. E para encerrar, alguém já viu no mundo algum criminoso ter direito à liberdade em progressão de pena e negar-se a sair das grades? mas, creia, isso não é sintoma patológico...é que o bando de Lula acha “que é o único marketing” que pode tentar salvar e promover um partido político, cujas entranhas refletem nada menos do que um desembaraçado passeio pela vergonha. 

Encerrando, e a titulo de informação, o amontoado da esquerda aqui do Brasil, foi à Argentina comemorar a eleição duvidosa de quem dizem que lá venceu. Nenhuma surpresa...em se tratando de quem não tem o que fazer.



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