'Pelo menos dizem que vivemos em uma democracia'

Paulo Martins
Política | Publicado em 07/12/2018 às 13:03

Um dos destaques negativos no Brasil nesta semana ficou por conta de Ricardo Lewandowski, Ministro do STF que, ao ser informado dentro de um avião por um advogado que a suprema corte era uma vergonha, chamou a policia para que o advogado fosse preso. Reação intrigante, haja vista que, pelo menos dizem, que vivemos numa democracia e ainda por ser  “Justamente Lewandowski” o relator – com voto de aprovação - do processo que cuidou de assegurar, na Praça dos Três Poderes, em Brasília, o direito de livre manifestação. 

Não fora apenas isso, a reação causou mais estranheza ainda pelo fato de Ricardo Lewandowski ter sido um dos ministros integrantes da chamada “indigesta segunda turma” do STF que, apesar de condenações de corruptos da lava jato julgadas em Segunda Instância - junto com Gilmar Mendes - mais ter votado pela “liberdade” daqueles acusados.

Estranho, pois, mais esse intrigante comportamento desse ministro que, se não bastasse, foi responsável por uma espécie de "cusparada contra a constituição” que lhe cabe zelar, ao manter os direitos políticos de Dilma Rousseff, quando do mandato cassado em julgamento presidido justamente por ele e se manter insensível diante das agressões à justiça de parte de Gleisi Hoffmann ao pregar que Lula é preso politico - repetiu isso em pretória, no exterior esta semana - não havendo esse protocolo na área judicial. 

A propósito: Ricardo Lewandowski, como Ministro do Supremo, foi nomeado pelo hoje presidiário Luiz Inácio Lula da Silva. É preciso dizer mais?



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