'Tudo novo, pedindo licença para entrar em nossa vida'

Paulo Martins
Política | Publicado em 28/12/2018 às 12:01

Novo Governo Central – novos Governadores – novos Parlamentares...Tudo novo, pedindo licença para entrar em nossa vida, mas...E a nossa chamada suprema corte, desacreditada, desmoralizada, indefinida e confusa em seu caráter hora monocrático, hora colegiado?? 

É uma caixinha de surpresas!! Irá ela se manter a bordo de fiascos, como os produzidos ultimamente, a ponto de seus integrantes serem vaiados em vôos, restaurantes, ou aonde quer que apareçam? O início de atividade de um novo congresso, numa comparação, digamos, apenas ilustrativa, é como uma espécie “de motor” que precisa se amaciar.

Será hora conveniente, portanto, para se aproveitar que a malandragem esteja apenas flertando com o novo parlamento e não arranchada – para procurarmos – nós, povo – através dos meios que dispomos, exigirmos que os parlamentares que foram votados, adotem, logo no início dos trabalhos, enérgica e dedicada tomada de posição para que se altere certas inconvenientes e decompostas regras que protegem e blindam o que se conhece por Supremo Tribunal Federal, o STF, hoje deteriorado em grande parte.

Há agora no congresso mais de vinte propostas de alterações de regras, principalmente em torno de dois itens de autêntica tirania no STF que são: “nomeações pelo Presidente da República” e a “Vitaliciedade”. Aqueles inquilinos de hoje estão protegidos pela legislação e cumpririam seus mandatos, porém, alterando-se essa mesma lei para que produza saudáveis e animadores efeitos sobre as futuras excelências, um pouco mais de respeito estaria sendo resgatado, afinal, seus tempos por lá seriam determinados por “regra de tempo e comportamento” e a nomeação, “por carreira” – como ocorre com o almanaque do exercito com os generais – faria justiça aos demais magistrados brasileiros, além de intimidar os canetaços de imoralidade em muitas sentenças ancoradas na vergonha, como o retumbante e obsceno desaforo produzido há poucos dias atrás por um Marco Aurélio Mello. 

Assim, a advertência é disparada por especialistas: é preciso agir agora, logo no início, é preciso cercar os novos parlamentares, exigindo deles ação profícua e rápida nesse sentido, e não permanecermos contemplativos apenas, permitindo a malandragem tomar conta dos novos inquilinos da Câmara e senado, e com isso voltarmos a ter nossas esperanças hipotecadas, além de seguirmos tendo de tudo no topo da íngreme montanha da justiça...Menos justiça. Por isso, nos é mais do que lícito almejarmos mudanças para, enfim, salvarmos a própria côrte, cujas virtudes vem cada vez mais cedendo espaço para gritantes defeitos ali se arrancharem.



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