Uma época de bíblias, armas e golpes baixos

Paulo Martins
Política | Publicado em 14/09/2018 às 13:05


No jornalismo, subjetivismo é a forma de pensar daquele que está elaborando uma reportagem ou um texto. Se se tratar “de peça de informação”, o subjetivismo ali é condenável, pois o que tem que ser relatado é o fato em si e não o que pensa dele o profissional da informação. Já, quando de uma análise, de uma avaliação sobre o ocorrido, então, sim, a essência do material terá que se fundamentar no que pensa o analista, ou comentarista. 

É essa a forma correta de conduzir um material jornalístico, segundo os bons mestres e, essas observações técnicas aqui são colocadas devido ao ocorrido com um candidato à presidência da república que foi esfaqueado por um potencial assassino, pau mandado de ideologia corrompida. Textos elaborados em publicações escritas trouxeram conceitos fora de propósito, impertinentes e corrosivos ao próprio jornalismo decente, pois seus autores colocaram nas entre linhas não apenas a informação, mas o subjetivo, ou seja, tentaram convencer que a vítima é que era a culpada da ação infame, estúpida e brutal do bandido, pelo fato de que teria o agressor sido estimulado pela própria vítima por, no entendimento do redator, pregado violência através de suas falas. 

Infelizmente, uma conclusão moralmente anoréxica que tenta classificar o leitor como um tolo, adjetivo ajustado aos que procuram pregar esse tipo de classificação, mesmo porque, a aludida pregação de campanha vem a ser aquela que toda a opinião pública já está cansada de implorar, na busca de uma reversão do que vem ocorrendo na sociedade, e isso fundamentado até mesmo numa preceito bíblico que vem a ser o do “olho por olho...dente por dente”, ou seja, punição à altura da violência que faz vítima uma população ordeira que clama pela paz. Não causam admiração essas tentativas de culpar a vítima da violência pela violência desenfreada, pois isso tem até raiz, é a que vem a ser o desarmamento da sociedade, numa clara proteção ao criminoso... O que não passa de um desaforo. Um golpe baixo e já que falamos em bíblia e em armas, alguém já pensou na hipótese de David, quando do confronto com Golias, não possuir aquela sua arma que abateu o gigante? Teria sido David o abatido...e a história seria bem outra.     





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