Vereadores querem criar lei para proibir inauguração de obras inacabadas

Paulo Martins
Política | Publicado em 11/02/2019 às 13:00

Não são raras situações em que políticos inauguram obras que na realidade não estão concluídas, por um fator ou outro a população não consegue usufruir daquele bem e ainda assim solenidades marcam a 'entrega'. Na sessão da Câmara de Vereadores de Cascavel um projeto de lei quer proibir essas inaugurações.

O projeto de lei já existe em pelo menos três municípios do Paraná e em cidades de outros 8 estados brasileiros. O entendimento jurídico aplicado nestes locais, é de que a inauguração de uma obra inacabada, sem condições de funcionamento, apenas gera despesa relacionada à própria solenidade e cria uma falsa expectativa  na população. O projeto foi apresentado pelo vereador Serginho em 2017 e na época houve o parecer contrário da comissão de justiça e redação esse parecer e que entrou em votação. Ainda na sessão outros projetos foram votados, entre eles o que cria e implanta o programa de prevenção e combate a evasão escolar, o programa já existe desde 2011, mas os vereadores querem que ele se torne lei.

Confira o comentário de Paulo Martins

A tradução do que vem a ser “surrealismo” é rica em detalhes, origem,  conceitos didáticos e mais uma razoável carga de explicações e no dorso dessas explicações desponta um complemento ilustrativo, entre outros, que afirma se tratar de expressão espontânea e automática do “inconsciente”, proclamando a “prevalência” do inconsciente. O surrealismo vem do mundo das artes, e segundo nos esclarece a literatura, mexe até com Freud. 

Sendo, enfim, dispensando-se outras definições acadêmicas, “representação do irracional e do subconsciente”. Assim, um projeto de lei que tem por objetivo proibir inauguração de “obra inacabada” só pode ser surrealismo, pois “obra inacabada” precisar de lei para “não ser inaugurada”.?? Só pode, por sua vez, ser algo gerado lá no subconsciente, onde ninguém sabe o que se passa. Inaugurar obra inacabada não passa de molecagem e, por tal, não precisa de lei, precisa, sim, de ação de responsabilidade em preservação de respeito à uma sociedade. Só faltará proporem, depois dessa, batizarem a criança ainda no útero da mãe...e alguém propor lei contrária, algo surrealista em seus dois aspectos.


Confira a reportagem de Patricia Sonsin



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