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Oxigênio, coração e Covid 19

Fernando Brevilheri

foto: arquivo

A investigação do MP sobre os valores pagos pela Prefeitura para abastecer as unidades de saúde com Oxigênio durante a Pandemia da Covid 19, será uma excelente oportunidade para sabermos de fato se o produto estava em falta, ou se houve ação oportunista de quem vende. 

A falta de Oxigênio em hospitais públicos brasileiros foi notória no ápice da Pandemia e até o Ministério da Saúde foi acusado de ter falhado na logística para atender estados como Amazonas por exemplo. 

Em Londrina, A Prefeitura pagou mais caro pelo Oxigênio que custava cerca de R$5 o metro cúbico e depois foi adquirido a mais de R$17. E aí vem a pergunta. Vamos imaginar, se a Secretaria de Saúde se recusasse a adquirir pelo preço oferecido. Será que teríamos uma onda de mortes por falta do gás? 

O Ministério Público está entrando numa investigação que vai esclarecer como funciona toda a cadeia logística do Oxigênio numa crise de saúde sem precedentes na humanidade e tal procedimento vai nos ajudar a entender qual é a demanda normal e como ela foi inflacionada pela Covid 19.  

E não é só isso, outros insumos utilizados no dia a dia dos hospitais também tiveram salto absurdo de preços em função da lei da oferta e demanda.  

Nunca é demais lembrar que o MP também já abriu procedimento sobre o contrato do município com o Hospital do Coração ( neste caso, o objetivo era saber porque optou por essa unidade e não outra) e o inquérito foi arquivado. 

 

 

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