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'Tipo de método para contar gente'

29/08/19 às 13:13 - Escrito por Paulo Martins

Ontem nós trouxemos os dados divulgados pelo IBGE, que apontaram Cascavel como a quinta cidade mais populosa do Paraná. O levantamento foi realizado em julho deste ano e revela também o número de habitantes em várias outras cidades do Brasil. 

Só que a estimativa gerou questionamentos. Nós recebemos várias mensagens dizendo que o censo não havia passado na casa das pessoas, então como esse levantamento teria sido realizado? Para deixar claro fomos conversar com um técnico.


Comentário do Paulo Martins

“Estimativa”...isso é algo como um astrônomo que quebrou seu telesópio, mas continua patrulhando o espaço a olho nu. Se aceitarmos esse tipo de método “para contar gente” teremos que aceitar o mesmo processos para levantarmos outros índices em outros setores sem precisarmos constatar esses índices em suas fontes. 

Ainda se tivessem a humildade de registrar que se tratam de números “aproximados” e não reais, poderíamos considerar...poderíamos levar em conta, todavia, o rapaz aí entrevistado teve essa humildade de revelar ser “estimativa” – mas em termos oficiais, o IBGE e nem o governo esclarece isso. “E é sobre esses números que o governo , surfando numa azeda tapeação, nos devolve o nosso dinheiro” – é o que chamam de fundo de participação dos municípios, ou seja, quanto menor o número de habitantes numa cidade, menor é o volume da volta aos cofres municipais do que o povo chama de “grana”. 

É por isso que ninguém consegue se convencer de que esses número que andam por aí sejam números reais e, convenhamos, em termos de recursos à populações, o que menos deveria haver é dúvida em torno do real e do provável. Aliás, essa situação de “amostragem” – ou estimativa - é tão acomodada que até pesquisas políticas – que nunca inspiraram confiança por constante distância da realidade – continuam não inspirando a confiança desejada, bastando para o interesse que for “umas tecladas no computador”, até mesmo para colocar “aureola” sobre a cabeça “de uns e outros” transformando índices de “altas rejeições” em índices de aprovação. Algo como já registramos por aqui em outras ocasiões, algo como aquela palavra mágica dos antigos gibis... “abracadabra”.

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