Um mês depois do doping, Rafaela Silva conquista bronze no Grand Slam de Brasília

Estadão Conteúdo
Artes marciais | Publicado em 06/10/2019 às 22:58

Um mês após ser flagrada no exame antidoping e perder a medalha de ouro conquistada nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru, Rafaela Silva voltou ao Circuito Mundial de judô em grande estilo e conquistou o bronze no Grand Slam de Brasília, neste domingo. Campeã olímpica e mundial, a carioca de 27 anos garantiu o terceiro lugar ao superar a portuguesa Telma Monteiro em disputa pelo pódio da categoria leve (57kg).

No fim de setembro, Rafaela já havia lutado o Grand Prix de clubes pelo Instituto Reação. Ela tenta provar sua inocência e se defende contra o uso de fenoterol, substância proibida encontrada em seu exame.

Na semifinal, Rafaela foi surpreendida e perdeu para a jovem brasileira Katelyn Nascimento, de 21 anos, que ficou com a prata após ser batida pela britânica Nekoda Smythe-Davis.

OUTRAS MEDALHAS - O Brasil fechou o primeiro dia do torneio com nove medalhas: dois ouros, quatro pratas e três bronzes. As duas conquistas douradas vieram Allan Kuwabara (ligeiro masculino - 60kg) e Daniel Cargnin (meio-leve masculino - 66kg).

No caminho para o ouro, Kuwabara passou pelo campeão mundial júnior Francisco Garrigos, da Espanha, e pelo campeão europeu Islam Yashuev, da Rússia. A final foi contra o compatriota Eric Takabatake, que acabou superado no golden score com um ippon.

"Foi o meu primeiro Grand Slam, então pensei em dar o meu melhor e consegui sair vitorioso. Lutar com o Eric é sempre disputado, desde criança a gente se enfrenta, mas numa competição desse porte tem outro peso e estou muito feliz com a conquista", celebrou Kuwabara.

Campeão mundial júnior em 2017, Cargnin venceu quatro lutas por ippon até chegar à final contra o italiano Manuel Lombardo. O brasileiro mudou o recurso, mas manteve a sequência vencedora, triunfando com um wazari.

"Muito importante esse ouro, ainda mais em casa, diante da minha família e amigos. Só tenho a agradecer, estou muito feliz. Isso é o mais importante para seguir nessa evolução. O apoio da torcida foi essencial. Quando me sentia cansado, olhava para a torcida e sabia que estavam me dando todo apoio. Não só para mim, mas para meus companheiros", disse Cargnin.

Além de Takabatake e Katelyn, Gabriela Chibana (ligeiro feminino - 48kg) e Larissa Pimenta (meio-leve feminino - 52kg) conquistaram as outras duas pratas para o Brasil.

Chibana perdeu a final para a portuguesa Catarina Costa e ficou com a prata. Assim como Larissa, que não resistiu ao estrangulamento da italiana Odette Giuffrida, medalha de prata na Olimpíada do Rio. Eleudis Valentim também completou o pódio com o bronze.

O outro terceiro lugar veio com William Lima, que derrotou o russo Abdula Abdulzhalilov para garantir um lugar no pódio na categoria meio-leve masculina (66kg).



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