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Após tumulto, Ferj divulga nota e critica busca por 'bode expiatório'


Após tumulto, Ferj divulga nota e critica busca por 'bode expiatório'
Foto: reprodução

Quase dois dias após a selvageria no São Januário, a Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj) divulgou nota nesta segunda-feira lamentando "os inaceitáveis episódios ocorridos por ocasião não só da partida entre Vasco e Flamengo, mas também do jogo entre Botafogo e Atlético MG" - quando uma confusão antes do jogo no Engenhão deixou pelo menos um ferido.

Ao mesmo tempo, o comunicado também critica a proposta de interdição do São Januário. Nesta segunda-feira, o Ministério Público do Rio de Janeiro entrou com ação no Juizado Especial do Torcedor pedindo a interdição do estádio do Vasco, enquanto que na esfera esportiva o caso passará por análise do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).

No comunicado, a Ferj critica o que chamou de "ilusórias soluções mágicas, simplistas, superficiais, precipitadas e, provavelmente, até mesmo injustas que eclodem no imediatismo das declarações".

O texto diz que está se procurando um "bode expiatório" para o conflito que deixou um morto. "Realidade essa (violência) que não poupa o cidadão, onde quer que ele esteja, faixa etária, locais, instituições, a qualquer hora do dia ou da noite e que nos faz lamentar a perda de vidas e o crescente número de vítimas", afirma o texto.

Para a Ferj, a iminente interdição do São Januário ou uma eventual punição ao Vasco será um erro - a nota da entidade, contudo, não cita o clube ou o estádio diretamente.

"Defendemos a rigorosa apuração de responsabilidades e exemplar penalidade dos culpados, mas afirmar que a interdição de um estádio, punição de um clube ou atribuir à Polícia Militar toda a culpa pelos incidentes sejam soluções para a violência nos parece primorosa peça de ficção e desconhecimento do conjunto da obra", diz o texto.


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