Corinthians desiste da contratação de Juninho após pressão da torcida

Estadão Conteúdo
Futebol | Publicado em 09/08/2018 às 17:55

Foto: Williams Aguiar/Sport

O Corinthians anunciou nesta quinta-feira que não irá mais contratar o atacante Juninho, acusado de agredir à namorada. O clube alega que a pressão da torcida fez com que a entidade decidisse cancelar o acordo feito com o Sport pelo empréstimo do jogador de 20 anos.

A ideia inicial dos dirigentes era acertar com o jogador para o time sub-20 e lhe dar uma nova oportunidade de se reerguer na carreira. No entanto, o clube emitiu nota oficial, assinada pelo presidente Andrés Sanchez, justificando a mudança de planos.

"Considerando as inúmeras manifestações de torcedoras e torcedores contrários à eventual contratação de Juninho, informamos que ele não fará parte de nosso quadro de funcionários. O momento exige que o congraçamento de mentes em torno da causa feminista se sobreponha a quaisquer outras considerações", informou.

Juninho chegou a desembarcar em São Paulo nesta quinta-feira para acertar com o Corinthians o empréstimo que seria válido até dezembro do ano que vem. Antes, chegou a oferecer um contrato de risco para o garoto de 20 anos - caso ele cometesse algum ato irregular, seu vínculo seria cancelado imediatamente.

O jovem jogador é acusado de, no ano passado, ter agredido a namorada. Na época, ela, que pediu para não ter o nome divulgado, contou que levou tapas e socos no rosto e puxão no cabelo. Também revelou que Juninho chegou a pegar uma faca e disse que iria matá-la. Após esse episódio, o atleta foi emprestado ao Ceará e fez apenas cinco jogos. Além da agressão, ele também é acusado de atos de indisciplina, como atraso em treinamentos e de se reapresentar fora de forma.

O Corinthians encerrou o comunicado informando que o acontecimento serviu para que o clube passe a olhar com mais atenção para casos de agressão e abusos contra a mulher. "Ademais, estaremos aumentando a importância do enfrentamento pelo Corinthians de um tema sensível como esse em um ambiente sabidamente machista como o futebol", informou.

"Atuaremos no sentido de difundir por todas as instâncias do clube essa doutrina para evitar ocorrências como essa e formaremos parcerias com instituições que também cuidem da ressocialização dos agressores homens para que a violência contra a mulher acabe no Brasil", encerrou a nota.



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