Brasil conquista ouro, prata e dois bronzes no tae kwon do em Lima

Estadão Conteúdo
Luta | Publicado em 29/07/2019 às 21:31

O Brasil encerrou em grande estilo a sua participação no tae kwon do nestes Jogos Pan-Americanos. A equipe nacional faturou quatro medalhas nesta segunda-feira, com um ouro, obtido por Milena Titoneli na categoria até 67kg, em Lima, no Peru. Ícaro Martins conquistou a prata e Maicon Andrade e Raiany Pereira ficaram com o bronze.

Com o resultado, o Brasil obteve sua melhor campanha na modalidade em uma edição do Pan. No total, foram dois ouros, duas pratas e três bronzes. Além disso, Milena se tornou a primeira mulher do País a ser campeã pan-americana no tae kwon do.

A atleta de 20 anos chegou à competição com status de favorita por ter sido bronze no Mundial, disputado em maio. Mesmo assim, teve dificuldade para superar as rivais pouco a pouco até chegar à final. Ela derrotou a colombiana Katherine Dumar, a cubana Arlettys Acosta e a norte-americana Paige McPherson, esta na final, por um apertado placar de 9 a 8.

Também nesta segunda, Ícaro Miguel levou a prata na categoria até 80kg, após vencer o porto-riquenho Elvis Barbosa e o dominicano Moisés Hernández. Na final, acabou sendo batido pelo colombiano Miguel Angel por 19 a 17.

Os bronzes foram para Raiany Pereira (acima de 67kg) e Maicon Andrade (acima de 80kg). Raiany foi derrotado na semifinal pela colombiana Gloria Mosquera por 23 a 10. E, na disputa do terceiro lugar, venceu com tranquilidade a venezuelana Carolina Fernandéz por 7 a 0.

Maicon Andrade, por sua vez, superou Stuart Achly Gi Smit, de Aruba, por 19 a 6, o canadense Jordan Stewart (14 a 4), mas caiu diante do norte-americano Jonathan Healy (9 a 4). Na briga pelo bronze, bateu o equatoriano Jesus Pera por 15 a 4.

Com o resultado, obteve feito importante: o pódio Pan de Lima se somou aos obtidos nos Jogos Olímpicos e no Mundial. "E ainda tem medalha em Grand Prix", brincou Maicon Andrade. A "Tríplice Coroa" é um feito inédito no País e o atleta se mostra orgulhoso por sua trajetória de 2016 para cá.

"Fico feliz de poder conquistar uma medalha importante para o Brasil e para minha carreira. Estamos aqui conseguindo mostrar nosso trabalho. Agora estou mais experiente, com a cabeça mais centrada e mais focado. Acho que aquela medalha nos Jogos do Rio abriu uma porta", comentou Maicon.

Antes da competição olímpica, ele não era tão conhecido. Mas o bronze em casa alavancou a carreira do lutador, que já tinha em seu currículo vitórias expressivas diante de grandes campeões. "Essas medalhas eram um sonho desde criança. Antes do Rio, tinha de provar para todo mundo que eu era capaz. Mas isso tudo me deu experiência", disse.

Ele não tinha um pódio no Pan e vibrou com a conquista da medalha inédita. Festeja também o fato de poder contar com três patrocinadores (bolsa atleta, Forças Armadas e Petrobrás) e só lamentou não ter tido uma melhor posição em Lima. "Entrei para engolir todo mundo, mas fui barrado na semifinal. Não deu, agora é cuidar dos machucados para competir no circuito mundial."

O Brasil terminou sua campanha no tae kwon do com sete pódios, entre oito possíveis - somente Rafaela Araújo (até 57kg) não se destacou. A melhor campanha anterior havia sido nos Jogos Pan-Americanos do Rio, em 2007, quando o Time Brasil ganhou uma medalha de ouro, duas de prata e uma de bronze.

Desta vez foram duas medalhas de ouro, com Edival Marques (até 68kg) e Milena Titoneli (até 67kg), duas de prata, com Talisca Reis (até 49kg) e Ícaro Miguel (até 80kg), e mais três de bronze, com Paulo Ricardo Souza (até 58kg), Raiany Pereira (acima 67 kg) e Maicon Andrade (acima de 80 kg).



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