Barco de Martine Grael termina em segundo lugar a nona etapa da Volvo Ocean Race

Estadão Conteúdo
Vela | Publicado em 29/05/2018 às 09:05

No duelo entre os veleiros holandeses, o Team Brunel levou a melhor e faturou na madrugada desta terça-feira a nona etapa da Volvo Ocean Race. O Akzonobel, que tem a brasileira Martine Grael na tripulação, terminou em segundo lugar.

As equipes chegaram ao porto de Cadiff, no País de Gales, muito próximas. Depois de sair de Newport, nos Estados Unidos, e cruzar o Atlântico em um percurso de 3.300 milhas náuticas, o Brunel completou a prova em 8 dias, 8 horas, 39 minutos e 53 segundos, quatro minutos e cinco segundos apenas à frente do Akzonobel.

Por ser uma etapa que cruzava o oceano, teve pontuação dobrada. Com isso, os chineses do Dongfeng Race, que terminaram em terceiro lugar, conseguiram retomar a liderança na classificação geral, superando a equipe espanhola da Mapfre, que ficou em quinto.

Os dinamarqueses/norte-americanos do Vestas 11TH Hour Racing terminaram na quarta colocação. O barco da Onu, Turn The Tide On Plastic, e os chineses do Sun Hung Kai/Scallywag ainda não haviam chegado até o início desta manhã. Mas a tendência é que terminem, respectivamente, na sexta e sétima colocações.

Na nona etapa, as equipes optaram basicamente por duas estratégias completamente diferentes. Uma parte dos veleiros (Mapfre, Turn The Tide e Scallywag) escolheu navegar mais ao norte e a outra parte mais ao sul.

Os que estiveram na parte de baixo do mapa levaram ampla vantagem. Na quinta e na sexta-feira, os barcos holandeses pegaram uma corrente de vento muito forte e passaram a bater em sequência o recorde de velocidade da competição.

A etapa deve ficar marcada na história da campeã olímpica Martine Grael. Porque, no fim das contas, o Akzonobel ficou com o recorde histórico da Volvo Ocean Race ao percorrer a distância de 602,5 milhas náuticas (cerca de 1.116,4 quilômetros) em 24 horas. Curiosamente, a melhor marca até então era de seu pai, Torben.

Na temporada 2008/09, Torben era o capitão do barco sueco Ericsson 4 e havia conseguido navegar 596 milhas náuticas em 24 horas. A marca de sua filha é ainda mais relevante se for levado em conta que os sete barcos da atual temporada possuem 65 pés, cinco a menos do que tinha o Ericsson 4 e, portanto, são mais lentos.

Apesar de toda a velocidade nessa parte do trajeto, os últimos dois dias foram de agonia para os primeiros colocados. O vento parou, o mar ficou calmo e a chegada foi com os veleiros navegando em câmera lenta. Nas últimas dez milhas, o Brunel conseguiu abrir ligeira vantagem e fechou em primeiro lugar.

CLASSIFICAÇÃO - Com o término da nona etapa, o Dongfeng assumiu a liderança no geral, com 60 pontos, um a mais do que a Mapfre. O Brunel aparece em terceiro lugar com 57 pontos e o Akzonobel está em quarto, com 48.

Faltam agora apenas duas etapas para o término da temporada. A décima etapa tem largada prevista para 10 de junho. Os veleiros sairão de Cardiff em direção a Gotemburgo, na Suécia. A perna decisiva da competição começará em 21 de junho, com chegada em Haia, na Holanda, por volta do dia 30.



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