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Na ONU, Bolsonaro critica passaporte sanitário da Covid e defende tratamento precoce

Agência Brasil

Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro discursou nesta terça-feira (21) na abertura da sessão de debates da 76ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, nos Estados Unidos.

Cabe ao presidente do Brasil fazer o discurso de abertura do evento, seguido do presidente dos Estados Unidos. A tradição vem desde os primórdios das Nações Unidas, quando o diplomata Oswaldo Aranha, então chefe da delegação brasileira, presidiu a Assembleia Geral, em 1947.

Em seu discurso, Bolsonaro afirmou que o governo brasileiro não se envolveu mais em escândalos de corrupção, incentivou os investimentos no País e voltou a criticar medidas como lockdown, passaporte sanitário da Covid-19 para viagens e qualquer obrigação para vacinação. Diante dos líderes mundiais, ele também voltou a defender o tratamento precoce da Covid-19, apesar da falta de comprovação científica.

"Apoiamos a vacinação, contudo o nosso governo tem se posicionado contrário ao passaporte sanitário ou a qualquer obrigação relacionada a vacina. Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce",  afirmou.

Bolsonaro e a comitiva presidencial viajaram para os Estados Unidos no domingo (19). Na segunda-feira (20), ele se reuniu com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, e, à noite, participou de uma recepção oferecida pela representação permanente do Brasil junto às Nações Unidas. No encontro com Johnson, a vacina foi tema de uma conversa informal entre os representantes dos países. Um vídeo mostra que o primeiro-ministro britânico fala que tomou duas doses de Astrazeneca. Bolsonaro dá risada e diz que não tomou nenhuma vacina. 

Antes do discurso desta terça-feira, Bolsonaro teve encontro com o presidente da Polônia, Andrzej Duda, e com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres. A previsão é que o presidente embarque ainda hoje de volta ao Brasil.

Para esta terça-feira, estão previstas mais de 100 intervenções dos chefes de Estado e de governo. O evento começou no último dia 14 e, desde então, estão acontecendo reuniões, conferências e encontros paralelos. O tema desde ano é “Construindo resiliência por meio da esperança - para se recuperar da covid-19, reconstruir de forma sustentável, responder às necessidades do planeta, respeitar os direitos das pessoas e revitalizar as Nações Unidas”.

Em 2020, devido à pandemia de covid-19, o evento foi virtual. Neste ano, o modelo adotado é o híbrido, com declarações presenciais e por vídeo.

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