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Saúde amplia horário de atendimento para autotestes de ISTs

29/11/22 às 11:00 - Escrito por Assessoria de Imprensa

Na próxima quinta-feira, dia 1° de dezembro, é comemorado o Dia Mundial de Luta Contra a AIDS. A data tem como objetivo conscientizar a sociedade e órgãos públicos sobre a necessidade de se adotar medidas efetivas de prevenção. Com esse objetivo, a SMS (Secretaria Municipal de Saúde de Londrina) ampliou o horário de atendimento do CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), entre os dias 28 de novembro e 1° de dezembro. O local fica na Alameda Manoel Ribas, no centro da cidade.


A população pode acessar o site da Prefeitura e selecionar um horário de atendimento, das 7h às 18h, para serviços de testagem rápida e aconselhamento. Também haverá distribuição de kits contendo preservativos masculino e feminino, informativos e autoteste.


Além disso, uma série de atividades educativas estão sendo levadas a diversos pontos da cidade, promovidas pelo Programa Municipal de Controle de IST/HIV/Aids/Hepatites Virais e com apoio de entidades parceiras.


A primeira ação educativa envolveu alunos do SESC, com uma palestra que abordou as ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis). Essa atividade foi conduzida por residente de Enfermagem em Infectologia. Para segunda-feira (28), às 10h40, está programada nova palestra, dessa vez no Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, localizado na Rua Jacarezinho, 80, Parque das Indústrias.


Além das ISTs, que englobam HIV, sífilis, HPV e outras doenças, a palestra no colégio estadual também vai destacar a importância do Dia Mundial de Luta Contra a AIDS na prevenção de infecções pelo HIV.


A agenda contempla, ainda, a participação no II Simpósio HIV/Aids da Universidade Estadual de Londrina (UEL), organizado pelo Projeto Viva PositHIVo. O simpósio será realizado de 30 de novembro a 1° de dezembro, no anfiteatro do Centro de Ciência e Saúde do Hospital Universitário (HU-UEL), com uma programação multidisciplinar voltada a estudantes e profissionais de saúde. Dentre outros temas, serão debatidos: patogênese da infecção pelo HIV; diagnóstico da infecção pelo HIV; transmissão vertical do HIV; tratamento; Mandala da Prevenção combinada; assistência humanizada à PVHIV; qualidade de vida: dieta e exercício; relato de uma vida com HIV;


E no dia 1° de dezembro, das 8h30 ao meio-dia, a equipe do Centro Integrado de Doenças Infecciosas (CIDI) vai até a Praça Gabriel Martins, no Calçadão de Londrina,  para sensibilização da população e orientação técnica sobre a prevenção do HIV/Aids. Esta atividade terá participação também da Comissão Municipal de IST/Aids (COMUNIAIDS) e de alunos do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches.


No mesmo dia, das 11h às 13h, alunos do Senac estarão na unidade Centro do SESC para uma sensibilização sobre ISTs, teste rápido e divulgação do autoteste para HIV.  Outra ação educativa sobre o tema será conduzida na UEL, das 11h30 às 13h e novamente das 17h às 19h, em frente ao Restaurante Universitário, com integrantes dos Projetos de Extensão Safety e Adolescer, e alunos do Colégio Aplicação.


De acordo com a cirurgiã-dentista do Centro de Referência Dr. Bruno Piancastelli Filho, Lázara Regina Rezende, a metodologia de utilizar estudantes e jovens para disseminar os meios seguros de prevenção ao HIV e demais ISTs é uma alternativa que aproxima a população das informações. “Chamamos isso de protagonismo juvenil, pois coloca os jovens num mesmo nível, ao contrário do que ocorre quando a abordagem vem de um profissional de saúde. Essa questão, do jovem falar para seus pares, é uma metodologia que torna o tema mais próximo, tornando o diálogo mais proveitoso”, comentou.


Rezende, que atua também no aconselhamento do CTA, explicou que a maioria dos novos casos de contágio por HIV ainda está entre os jovens, especialmente na faixa etária dos 20 anos. Dentre os motivos, ela aponta a resistência ao uso do preservativo sexual. “O fator básico ainda é o não uso do preservativo, que é o método mais eficiente para evitar contaminação. As práticas sexuais também estão mais dinâmicas, então mais sexo casual aumenta o risco, principalmente se associado à ausência do preservativo”, citou.


Outra questão importante envolve a evolução dos tratamentos para HIV que, diferentemente do que ocorria nas décadas de 80 e 90, permitem que a pessoa com o vírus tenha expectativa de vida muito maior e com qualidade. “Os jovens não viveram essa experiência de quando a AIDS matava facilmente as pessoas. Hoje, a infecção continua sem cura, mas possui controle, e infelizmente isso acaba banalizando. E os jovens sempre acham que vai acontecer com o outro, menos com ele, por isso não se previnem” acrescentou a cirurgiã-dentista.


Para reduzir as chances de contágio do HIV, Rezende reforçou a necessidade de que, em todas as relações, seja utilizado o preservativo sexual, que previne de forma ampla e simples várias doenças, ao mesmo tempo. “O 1° de Dezembro intensifica nosso trabalho, especialmente nas medidas de prevenção e tratamento. Estamos trabalhando muito na questão do autoteste, porque muitas pessoas não vão na unidade de saúde para fazer o exame. O autoteste é fornecido pelo SUS e pode ser feito em casa, com discrição, e se precisar ela pode procurar os serviços depois. Lembrando que é muito importante iniciar o tratamento e acompanhamento o mais rápido possível, em caso de resultado positivo. Quanto mais rapidamente iniciar com os antivirais, melhor a eficácia e prognóstico, com tratamento totalmente disponibilizado pelo SUS, exclusivamente”, finalizou.


Dados – De 2 de janeiro a 31 de outubro deste ano, o Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) realizou 3.695 testes rápidos para HIV. O número supera o total registrado em todo o ano de 2021, quando foram realizados 2.828 testes rápidos no CTA.


No Ambulatório de IST/HIV/Aids do Centro de Referência Dr. Bruno Piancastelli Filho, de janeiro até o dia 22 de novembro deste ano, foram abertos 202 novos prontuários, sendo 202 pacientes do sexo masculino e 35 do sexo feminino. O levantamento observou que a maioria dos casos de infecção pelo HIV encontra-se na faixa etária de 20 a 34 anos, que compreende 78% dos casos. Em relação a óbitos, Londrina contabilizou, também em 2022, 34 mortes por AIDS.

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