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Técnicos da UPA Jardim do Sol fazem manifestação após colegas serem agredidos

26/09/22 às 09:18 - Escrito por Redação Tarobá News

Técnicos em enfermagem e o Sindicato dos Servidores Municipais (SindServ) realizaram, na noite de domingo (25), um protesto na Unidade de Pronto de Atendimento (UPA) do Jardim do Sol, na zona oeste de Londrina, após três colegas terem sido agredidos pelo filho de um paciente no sábado (24). 


De acordo com as vítimas das agressões, as agressões começaram depois dos funcionários serem chamados para atenderem um paciente que estava passando mal. O filho desse paciente pediu socorro e, quando um dos técnicos em enfermagem chegou para atender, o rapaz pegou uma faca do bolso.    

Um dos técnicos em enfermagem recebeu socos no rosto, a segunda vítima foi agredida nos braços e a terceira foi ameaçada de morte com a faca. 


"O paciente foi colocado na maca e, depois de uns 10 ou 15 minutos, o filho achou que o atendimento estava demorado porque o pai estava vomitando. O rapaz não quis diálogo e, simplemente, deu um soco no rosto do funcionário. Depois, partiu para cima do rapaz da recepção e começou a socá-lo. Parti para cima do agressor quando vi o rapaz da recepção sendo agredido. Dei uma voadora nele. Depois disso, ele [agressor] veio pra cima de mim com a faca, tentou me dar golpes com a faca, mas eu corri", detalhou o técnico em enfermagem, Elton Stecca. 


Na hora da confusão, um guarda municipal que trabalha na unidade estava jantando. Os funcionários afirmam que depois do agente chegar ao local, o suspeito largou a faca e fugiu. 


Diante da gravidade do caso, os servidores da unidade pedem por mais segurança no local.



"Queremos segurança para podermos exercer o nosso trabalho. Pedimos que sejam destacados dois guardas municipais para ficar durante o dia e outros dois para o turno da noite. O funcionário voltou para casa com pontos, machucado, com o psicológico abalado. Nós não temos segurança", destacou Patrícia Braga, técnica em enfermagem da UPA do Jardim do Sol.  


O sindicato que representa a categoria afirma que as unidades de saúde registram vários casos de agressões e assalto à mão armada, mas que nada é feito para amenizar a situação. 


"Até 2016, as unidades de saúde que funcionavam 24 horas tinham dois guardas municipais trabalhando por turno. A partir de 2017, quando assumiu a atual administração, os guardas municipais foram colocados para trabalhar nas ruas. As portas das unidades ficam abertas, entra quem quer, na hora que quiser e com o que quiser nas mãos. Ameaças contra funcionários acontecem há muito tempo, não é de hoje", disse o diretor do SindServ, Mário Gazolli. 


A Prefeitura de Londrina ainda não se manifestou sobre o caso. 


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