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Acompanhe um resgate da maior pandemia da história em Guarapuava

Redação Tarobá News

Guarapuava tem 181 mil habitantes. Centro sul do estado. A localização da cidade, no terceiro planalto paranaense, com altitude de mais de 1000 metros acima do nível do mar, faz com que se torne uma das cidades mais frias do estado. 

Quando o Brasil decretou estado de calamidade pública, por conta da pandemia do coronavírus, a cidade que não tinha estrutura hospitalar adequada, teve que correr contra o tempo. Barreiras sanitárias foram montadas.  Mas não tinha jeito, uma hora era certo que o vírus circularia.

Medidas antecipadas fizeram com que Guarapuava mantivesse os baixos índices de contaminação no início da pandemia. A exemplo disso, a cidade foi uma das primeiras do país a tornar o uso obrigatório de máscaras em espaços públicos e privados. E também no transporte coletivo.

No mês de março, houve redução do horário do comércio e fechamento por duas semanas até o dia 6 de abril. As autoridades municipais tiveram que repensar o sistema hospitalar.

O Hospital Regional hoje, está atendendo exclusivamente pacientes com a Covid-19. O hospital recebe pacientes de outras cidades, que fazem parte da regional.

O Miguel Alceu, de 42 anos, é de Imbituva. Ficou 14 dias na UTI, e saiu recebendo o carinho de todos. Curado!

Acompanhando a evolução mês a mês da doença, se percebe que os casos tiveram crescimento mais acentuado a partir de julho. Sendo o mês de outubro o com maior número de casos confirmados, e também de mortes pela doença

No mês de março, a cidade teve apenas um caso confirmado da covid-19. Nenhuma morte. No mês de abril, 10 casos, uma morte. No mês de maio, 34 casos, nenhuma morte pela doença. Junho 161 casos, duas morte, julho, 410 casos, quatro mortes. Agosto, 563 casos e 6 mortes. Setembro, 785 casos, 9 mortes. Outubro, 1270 casos, 14 mortes 

E só nos últimos 15 dias, Guarapuava teve 279 casos confirmados da Covud-19. A curva de contaminação é que dita as regras. Desde o início da pandemia pra cá, as ações tomadas na cidade variaram entre flexibilizações e aumento das restrições. Mesmo mantendo os índices de mortalidade mais baixos do estado, nesse momento a cidade está em uma crescente preocupante nos casos. E são atitudes das pessoas que vão deitar as regras daqui pra frente.

Reportagem Giulliane Kuiava

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