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Cerca de 60% dos internados no HU de Londrina são de outras cidades

Weslley Lemos

O sistema de saúde de Londrina vive um momento delicado com ocupação de leitos para tratamento de pacientes da Covid-19. O Hospital Universitário (HU), que é referência no tratamento da doença em toda a região, chegou fechar o Pronto Socorro por 12 horas na última terça-feira (23) para remanejar os internados na unidade.

As enfermarias exclusivas para tratamento de coronavírus chegaram ficar com 144% de ocupação e os leitos de UTI atingiram 97%. Segundo o secretário municipal de Saúde, Felippe Machado, normalmente a maioria dos pacientes no HU é de Londrina, mas neste momento, 60% são de outras cidades.

“Observamos nesta semana uma inversão nas internações, ou seja, mais gente de outros municípios internados do que pacientes da cidade de Londrina, justamente neste momento de maior tensão da pandemia”, avaliou.

Com isso, a pasta ressaltou que todos devem manter os cuidados para evitar o contágio da Covid-19, como uso de máscaras, álcool em gel e distanciamento social, inclusive moradores das cidades da Região Metropolitana. Na avaliação do secretário, se a população se cuidar, nas próximas semanas o número de internados deve diminuir. 

O momento é crítico no sistema de saúde que pode apresentar dificuldade para atendimento. Leitos que estavam sendo utilizados para outras finalidades, pacientes internados com outras doenças, aos poucos estão sendo ocupados com infectados pela Covid-19 e cada vez mais a capacidade fica comprometida.

“Provavelmente pode faltar leito para outras especialidades, temos Santa Casa e Evangélico dando suporte, mas se essas internações continuarem aumentando nessa proporção é muito provável que possamos ter dificuldades em conseguir continuar essa ampliação”, alertou o secretário. Assista! 

Hospital do Coração
O município mantém contrato de leitos de UTI para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital do Coração. Machado explicou que essas vagas evitaram um colapso nos hospitais do município. Neste momento, com a superlotação, moradores de outras cidades também estão sendo realocados para a unidade. 

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