Falta de vacina pentavalente na região traz pacientes a Londrina

Redação Tarobá News
Ciência e saúde | Publicado em 06/09/2019 às 10:36

A falta de vacina pentavalente em Rolândia tem feito pacientes buscarem Unidades Básicas de Saúde de Londrina. As doses devem ser aplicadas em crianças de 2, 4 e 6 meses previne contra difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e meningite e infecções por HiB.

Em Rolândia, as doses se esgotaram no final de agosto e desde então a cidade está desabastecida. Segundo o diretor de vigilância em Saúde, Rafael André Ferreira Dias, de acordo com o Ministério da Saúde, que fornece as vacinas, a previsão de retorno é apenas para outubro. “Pode haver prejuízo, já que a falta da imunização expõe as crianças as doenças prevenidas por esta vacina”, aponta.

Pacientes da cidade tem buscado Londrina para não ficar sem vacinação. O diretor da vigilância informa que eles receberam uma nota informativa do Ministério apontando as causas do desabastecimento. De acordo com o documento, a o planejamento e compra da vacina foi feito em julho de 2017, já que é por meio de uma licitação internacional.  Mas as amostras que foram enviadas no ano seguinte, dos dois laboratórios selecionados não foram aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a ANVISA. Por isso, outro contrato foi formado e outras doses devem ser destruídas até mês que vem.

Em Tamarana a situação é a mesma, faltam vacinas. Por lá, a orientação não está sendo a busca por outras cidades por conta do desabastecimento geral. A recomendação aos pais é que aguardem a chegada das doses que deve se normalizar em breve, segundo o Ministério.

Em Londrina, de acordo com a diretora de vigilância em saúde, Sonia Fernandes, ainda há doses da pentavalente, mas a expectativa é que as doses durem os próximos 10 dias. A Secretaria de Saúde tem vacinado pacientes de outras cidades que buscam postos em Londrina e não deve ter nenhum tipo de impedimento de atendimento. “Quem compra as vacinas é o governo federal, e não há porque barrar a vacinação, só porque a criança não é de Londrina. Uma das bases do SUS é atendimento universal. Então enquanto tivermos vacina a ordem é vacinar”, conclui Fernandes.

Orientações

Enquanto as novas vacinas chegam, a orientação de profissionais da saúde é que os pais evitem locais com grande aglomeração, pois a exposição de recém nascidos pode favorecer o aparecimento das doenças.



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