Hospital Veterinário da UEL precisa de cães doadores de sangue

Redação Tarobá News
Ciência e saúde | Publicado em 15/03/2019 às 09:04

O hospital Veterinário da UEL começou uma busca por cães que possam se tornar doadores de sangue regulares. Atualmente, a instituição tem 50 cães cadastrados. Eles são de Londrina e cidades região e participam do Projeto VIDA, criado em 2006 e que é desenvolvido pelo Departamento de Clínicas Veterinárias, do Centro de Ciências Agrárias.

O Hospital Veterinário recebe, em média, 10 doações de sangue por semana, mas é necessário aumentar o número de doadores regulares, chegando a ao menos 300 cães.

De acordo com a professora e coordenadora do Projeto, Patrícia Mendes Pereira, os 50 cães ajudam a manter parte da estrutura funcionando, mas o número não é suficiente. É preciso atender um grande volume de cirurgias e diariamente e são feitas muitas transfusões.

A professora explica que uma bolsa de sangue atende até dois cães de pequeno porte ou um de grande porte. Porém, há casos em que um animal utiliza duas bolsas de sangue e por conta disso, o estoque acaba sendo esvaziado de forma rápida. A coordenadora do projeto acredita quanto mais doação de sangue de cães forem feitas, mais animais doentes podem ser salvos. Além de atender os animais que chegam ao Hospital Veterinário da UEL, o objetivo também é ter estoque suficiente para atender outros locais de Londrina.

Atualmente, os principais doadores do Banco de Sangue de Cães do Hospital são animais das raças Golden, Labrador e Pit Bull, mas outras raças também podem doar.

QUEM PODE DOAR – O cão doador precisa ser de grande porte, ter entre 2 e 8 anos, pesar mais de 28 quilos, ser vacinado anualmente, além de ser saudável e manso. A doação pode ser feita a cada três meses. A fêmea não pode estar no cio no momento da doação. Os doadores recebem benefícios, como exames clínicos e hematológicos a cada doação, vermifugações periódicas e revacinação anual - após quatro doações feitas durante o ano.

COMO É A COLETA – A coleta é realizada no Laboratório de Medicina Transfusional do Hospital Veterinário, na presença do guardião, com o animal deitado sobre uma mesa, sem sedação. O sangue é coletado numa bolsa de armazenamento semelhante à humana. São retirados de 400 a 450 ml de sangue. Posteriormente, o sangue é dividido em duas bolsas: uma com as hemácias e outra com o plasma sanguíneo.

O concentrado de hemácias é utilizado, em 95% dos casos, para animais com anemia, além de atender cães que passam por processos cirúrgicos. Ele pode ser armazenado por até 45 dias em uma temperatura de 4ºC. Já o plasma fica congelado em temperatura de 37º e pode ser armazenado por até um ano. É utilizado em animais queimados ou portadores hereditárias de coagulação, por exemplo.

(Redação com AEN)



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