Levantamento aponta aumento de infestação do mosquito da dengue em Ibiporã

Redação Tarobá News
Ciência e saúde | Publicado em 17/01/2020 às 11:04

Foto: Prefeitura de Ibiporã

A combinação de calor e maior quantidade de chuvas associada ao descuido da população principalmente em relação ao material reciclável deixado nos quintais resultaram no aumento da infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya em Ibiporã neste início de 2020.

O primeiro Levantamento Rápido do Índice Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) de Ibiporã aponta que a cidade tem um índice de infestação de 1,7%. O número está acima do indicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de até 1%. Isto quer dizer, que de cada 100 imóveis visitados pelos agentes de endemias, em 1,7 foram encontrados criadouros do mosquito. Municípios com índice entre 1% a 3,9% é considerado situação de alerta.

100% dos criadouros do Aedes aegypti foram encontrados nos quintais dos imóveis, principalmente em materiais recicláveis, como copos e garrafas. Também havia focos em bebedouros de animais, o que indica que a população está deixando a água acumular nesses recipientes. “O calor e a chuva fazem o ciclo do mosquito ficar ainda mais rápido; entre o ovo depositado pela fêmea do mosquito, à transformação em larva e, depois em mosquito, o período é de apenas cinco dias. Basta deixar água parada acumulada para que ele se prolifere”, alerta o coordenador do Setor de Endemias, Aldemar Galassi.

O coordenador ressalta que todos devem fazer a sua parte para que Ibiporã não enfrente novamente uma epidemia da doença. “A limpeza dos jardins, varandas e qualquer espaço aberto deve ser feita, no mínimo, a cada sete dias. Em 10 minutos já é possível eliminar os criadouros. Quem viaja deve redobrar os cuidados para evitar o avanço da doença, tanto no seu imóvel, que ficará desabitado, como na casa eventualmente alugada para a temporada”, lembra Galassi. Manter a caixa d´água limpa e totalmente tampada, as calhas livres de entupimentos, cuidar com o descarte do lixo e manter as tampas dos vasos sanitários abaixadas são algumas das orientações.

Ações do poder público
O município segue ciclos de tratamento e remoção dos criadouros em 100% do território; trabalho de recuperação das casas vazias; bloqueio de casos, limpeza de fundos de vale, trabalhos educativos em escolas, empresas e igrejas e capacitação dos servidores de saúde.

Segundo Galassi, o inseticida Malathiol, continua indisponível. “O Brasil está desabastecido do inseticida desde maio de 2019 por causa de uma grande quantidade de produtos vencidos e com problemas de qualidade decorrentes de alterações químicas em sua formulação. A previsão de entrega é apenas fevereiro”.



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