Londrina sedia II Fórum de Desenvolvimento Sustentável

Redação Tarobá News
Ciência e saúde | Publicado em 07/06/2017 às 18:37

A fim de debater as alternativas para o manejo do solo e das águas para o desenvolvimento sustentável, o município de Londrina realizou na manhã desta quarta-feira (7), o II Fórum de Desenvolvimento Sustentável de Londrina e Região.

O encontro aconteceu na sede do Instituto Agronômico do Paraná (IAPAR) e contou com a presença de representantes de diversas entidades ligadas às questões ambientais. Durante o Fórum, foram apresentados diversos trabalhos e projetos que vêm sendo realizados nos municípios paranaenses e que estão dando resultados positivos.

Segundo a secretária municipal do Ambiente, Roberta Queiroz, as questões ambientais não respeitam limites territoriais, por isso é necessária a união dos municípios no debate de ações, projetos e pesquisas que promovam o desenvolvimento sustentável principalmente relacionados com a água e o manejo do solo.

“É importante estarmos na presença de municípios da região, porque a água acaba atraindo todas as agendas ambientais junto dela, com aspectos de conservação e manejo de solo, para evitar a erosão e podermos discutir a forma de utilizarmos corretamente os recursos hídricos e promovermos a disponibilidade com qualidade, o que impacta o âmbito urbano e o rural”, explicou a secretária.

O diretor-presidente do IAPAR, Florindo Dalberto, ressaltou o fato de que o Paraná é um estado com grandes pesquisadores do campo e conta com instituições de renome em pesquisa e tecnologia como as universidades, o IAPAR, o Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER) e cooperativas. “Temos a convicção que aqui no Paraná estamos caminhando na direção correta de unir a conservação da natureza, solo e água, com o aumento da produtividade da agricultura e geração de renda com inteligência. Conseguimos enfrentar bem os problemas com o uso da inteligência e da pesquisa em prol do desenvolvimento de uma agricultura sustentável”, disse.

Para o engenheiro agrônomo e especialista no Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) do Emater, Joaquim Serra Badia, um evento como o fórum demonstra a preocupação com o desenvolvimento rural da região e com os pequenos agricultores. Isso porque, somente no ano de 2016, o Emater atendeu 99 mil pessoas, sendo 77 mil desses agricultores familiares, em suas 180 unidades de referência espalhadas pelo Estado.

O engenheiro agrônomo explicou que o Emater tem como missão fomentar o desenvolvimento sustentável e para cumpri-la tem trabalhado com questões como microbacias, manejo integral de pragas e doenças no campo, a melhor infiltração da água no solo e de preservação das nascentes. “Para isso temos o amparo da pesquisa de instituições como a Embrapa, IAPAR e o próprio Emater. Nesse evento, percebemos a valorização do meio rural”, frisou.

Pensando-se nesses aspectos, o II Fórum de Desenvolvimento Sustentável trouxe a palestra com o analista de projetos ambientais sênior, na Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, Renato Atanazio. Ele apresentou o “Projeto Oásis”, implementado pelo grupo em prol da proteção de nascentes de água.

Em seguida, o geógrafo do Emater, Paulo Roberto Mrtvi, abordou os programas de sucesso desenvolvidos pelo Instituto junto aos produtores rurais, mostrando como deve-se fazer a conservação e manejo do solo, e a prevenção de pragas e doenças para se obter o aumento da produtividade das plantações. O especialista também falou sobre a importância do recolhimento de embalagens de agrotóxicos, da pulverização correta e outras ações.

Serviço ambiental rural

A equipe técnica da Secretaria do Ambiente (Sema) apresentou a minuta do Projeto de Lei que trata de incentivos ao serviço ambiental rural. Segundo a secretária do Ambiente, a intenção é que os agricultores que mantiverem as nascentes de água e excedentes de mata nativa preservados em suas propriedades poderão obter auxílio financeiro e técnico por parte do Município. Os recursos que devem ser utilizados para esse pagamento serão advindos do Fundo Municipal de Meio Ambiente, com autorização do Conselho Municipal do Meio Ambiente de Londrina (Consemma).

Para o secretário de Agricultura e representante do prefeito, João Mendonça, é importante que o produtor rural veja seu valor e entenda que é necessário preservar o solo e a água utilizada para a plantação. “É importante que a riqueza do solo e esses conhecimentos sejam preservados pelos produtores rurais que se utilizam da terra para manter sua produção. Essa administração tem um novo olhar sobre o homem do campo, porque sabe que viver bem e informado no campo é o melhor caminho.”

Estiveram presentes os secretários municipais de Defesa Social, Evaristo Kuceki; o do Trabalho, Emprego e Renda, Elzo Carreri; o assessor para assuntos estratégicos, Luiz Figueira de Mello; representantes da câmara de vereadores, Sanepar, Banco do Brasil, Embrapa Soja, IAPAR, Sincoval, ACIL, ALEP, Unopar, Universidade Estadual de Londrina, Prefeitura de Rolândia, Prefeitura de Ibiporã, Sindicato Rural, Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural (CMDR), Secretaria de Agricultura e do Abastecimento do Paraná (SEAB), Sicredi, Defesa Civil, CRESOL, CAPC de Londrina, Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (FETAEP).

(N.Com)



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