Prefeitura apresenta boletim atualizado sobre a dengue em Londrina

Redação Tarobá News
Ciência e saúde | Publicado em 22/08/2019 às 16:52

A Secretaria Municipal de Saúde divulgou, nesta quinta-feira (22), o boletim epidemiológico com a situação da dengue em Londrina. Durante entrevista coletiva, o secretário da pasta, Felippe Machado, informou que, na última semana, foram registradas apenas 13 notificações novas da doença, com nenhuma ocorrência de casos positivos. Dentre os casos suspeitos, 12 pacientes aguardam o resultado de exames laboratoriais, e um caso já foi descartado.

No entanto, considerando os registros da doença acumulados desde o início do ano, Londrina possui 13.216 notificações de dengue, sendo 2.933 casos confirmados, 8.500 já descartados e outros 1.783 ainda em análise. “São números preocupantes, que já vínhamos falando desde o ano passado, em relação a uma possível epidemia, e que infelizmente se concretizou. Evidente que, agora, com a chegada do tempo frio, a tendência é que esses números diminuam, mas é o momento que temos para que as ações sejam efetivas e surtam efeito no próximo verão”, afirmou o secretário.

Machado destacou que, mesmo durante o período de inverno, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) continua desenvolvendo o trabalho de combate à proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue. “Temos várias operações com equipe de Endemias em campo, inclusive palestras educativas, mas ainda assim resta a necessidade de conscientização por parte da população e do cidadão londrinense. O último LIRAa nos mostrou que cerca de 70 a 80% dos criadouros do mosquito estão dentro dos quintais, ou nos lixos irregularmente descartados. E nenhuma força tarefa, ou nenhum empenho dos servidores irá adiantar, se não tivermos a colaboração do cidadão, para que a gente consiga, no próximo verão, não enfrentar uma nova epidemia, com as terríveis consequências que ela traz, como os óbitos”, frisou.

Sarampo – Diante do grande número de notificações de sarampo pelo país, sendo que, destes, dois pacientes do Paraná tiveram confirmação da doença, o Ministério da Saúde divulgou nesta semana nova recomendação, que amplia as doses de vacinação contra o sarampo. A medida busca proteger a faixa etária mais suscetível a evoluir para casos graves da doença, que são os bebês com menos de um ano.

Com a recente alteração no esquema vacinal, além das doses previstas no calendário nacional de vacinação, sendo a primeira aos 12 meses e o reforço aos 15 meses, está sendo ofertada a chamada “dose zero”, para a faixa etária de 6 meses a menores de um ano. Em Londrina, a estimativa é que aproximadamente seis mil crianças estejam dentro desse público.

Embora o município não possua casos suspeitos ou confirmados de sarampo, a SMS realiza, na sexta-feira (23), uma roda de conversa com representantes de todas as unidades de Saúde. Na ocasião, serão repassadas informações sobre a doença, quais os protocolos, e também novas orientações sobre a imunização. “Algumas das UBSs já observaram um fluxo maior de procura pela vacina, então optamos por fazer essa atualização com a nossa equipe, especialmente porque há muito tempo não tínhamos relatos de casos de sarampo, como está ocorrendo agora em várias cidades”, detalhou o secretário.

A atividade irá ocorrer às 8 horas, no auditório da Prefeitura, e a estimativa é que compareçam cerca de 120 pessoas. O endereço é Avenida Duque de Caxias, 635, no segundo andar.

A diretora de Vigilância em Saúde, Sônia Fernandes, explicou que há estoques da vacina em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs), e que os pais e responsáveis devem levar os bebês de seis meses a menores de um ano para serem imunizados. “Nós já utilizamos a vacina nessa faixa etária, há dez anos atrás a primeira dose era feita justamente aos seis meses. Então essa dose é eficaz e extremamente segura para as crianças nessa faixa etária. E estamos retomando justamente porque o sarampo voltou a circular, e as crianças nessa faixa etária são as que mais sofrem, e infelizmente têm mais chances de óbito se adquirirem a doença”, frisou.

Sintomas – A médica infectopediatra que atua na Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS), Simone Narciso, citou quais os principais sintomas do sarampo. “É uma doença grave e extremamente contagiosa, causada por um vírus. E o que chama atenção no sarampo, além da febre muito alta, é que o paciente vai ter tosse, ou conjuntivite, ou coriza, junto com essa febre alta. E aparece um exantema, manchas vermelhas pelo corpo. No caso de crianças, que ficam bem prostradas, elas não conseguem brincar, e outra característica são pequenas manchas branco-amareladas na mucosa oral”, citou.

Além da febre acima de 38,5º, de início abrupto, o paciente com sarampo também apresenta muita apatia. “As crianças ficam muito prostradas, não conseguem se alimentar ou se hidratar, então nesses casos é preciso procurar as Unidades de Saúde para atendimento. E a partir do momento que se suspeita de sarampo, é preciso ter o mínimo contato possível com outras pessoas, pois é uma doença altamente transmissível. Mas, quem estiver com as doses de vacinação em dia, dificilmente vai adquirir”, finalizou.

Com N.Com



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