Bullying e depressão: briga em escola termina em tragédia

Redação Tarobá News
Cotidiano | Publicado em 25/02/2020 às 15:32

Os familiares da adolescente de 14 anos, perderam nesta terça-feira (25), a guerra para a depressão. A jovem morreu após tomar remédios fortes em Cascavel.

Segundo o relato da família, a menina sofria bullying por colegas no Colégio Estadual Cataratas. Ainda na semana passada, tudo piorou quando a adolescente brigou com outra menina em frente a escola. Vídeos é possível ver que uma puxa o cabelo da outra, até caírem no chão. Já deitadas, socos são desferidos de ambos os lados.

O tio da jovem ainda relatou que ela sempre contou que era chamada de gordinha pelos colegas e sofria bullying por fazer parte do Programa Família Acolhedora. Já que perdeu a mãe Solange Fatima de Andrade de 29 anos, no dia 14 de janeiro de 2019. A mulher foi morta pelo companheiro no bairro São Cristóvão.

No sábado a noite antes de ingerir os medicamentos, a vítima pediu ajuda para avó e escreveu uma carta de despedida para os tios que sempre estiverem presentes na vida dela. Ele ficou devastado com a situação e pede mais atenção nas escolas e que as pessoas que estejam perto das situações não filmem as brigas.

O corpo da jovem foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) e liberado por familiares.


Depressão

O número de pessoas que vivem com depressão, segundo a OMS, cresceu 18% entre 2005 e 2015. A estimativa é de que, atualmente, mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofram com a doença no mundo.

Segundo a OMS, a depressão será em uma década a doença que mais vai afastar as pessoas do seu dia a dia.

 Bullying

Dezenas de crianças e adolescentes são alvo de piadas e boatos maldosos, além de serem excluídos pelos colegas. Dados do relatório mostram que 17,5% dos alunos brasileiros, na faixa dos 15 anos, sofreram algum tipo de bullying “pelo menos algumas vezes no mês”. O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece ajuda gratuita.

Nos últimos dias o caso de bullying contra um menino de 9 anos na Austrália, repercutiu no mundo. Tudo começou quando Yarraka Bayles, mãe da criança publicou o vídeo do filho Quaden, 9 anos, em uma rede social. Chorando desesperadamente, o garoto pergunta “qual é o motivo das agressões” e diz que gostaria de morrer.

O vídeo já foi compartilhado mais de 155 mil vezes e recebeu quase 90 mil comentários.



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