Câmara cogita a abertura de CPI para investigar Consamu

Redação Tarobá News
Cotidiano | Publicado em 17/04/2019 às 13:14

A Câmara de Vereadores de Cascavel estuda a abertura de uma CPI para investigar a crise que se instaurou entre a Prefeitura e o consórcio de cidades, que dividem os serviços do Samu. Tudo começou após declarações de que a fila de espera por atendimento nas Upas da cidade teria aumentado por consequência na queda da qualidade do serviço prestado pelo Consamu, que trocou de direção várias vezes nos últimos meses. As declarações foram feitas pelo secretário municipal de saúde, Rubens Griep. O secretario disse que não teve fundamento a saída do antigo médico regulador do Consamu, Rodrigo Nicácio, que coordenava os trabalhos no consórcio. Griep diz que a saída de Rodrigo Nicácio piorou a situação nas Upas. Ontem(16), o presidente do consórcio, Jucenir Stentzler, afirmou que o o médico tem portas abertas e pode voltar ao Consamu, mas isso depende de uma consulta ao conselho deliberativo.

Confira o comentário de Paulo Martins

A situação desse setor da saúde pública nos parece que ultrapassou o limite da tolerância e desde ontem(16) passou a inspirar ser – não outra coisa, se não “caso de policia.” Sim, e na área do Ministério Público e da Justiça, no dorso do que se conhece pelo rótulo de “criminal”. A menos que a vida humana tenha deixado, definitivamente, de ter valor, de ter importância e, esteja errado o secretário  de saúde de Cascavel que, através das páginas e, portanto, de público, denunciou o presidente do Consamu, prefeito de Palotina, como responsável por mortes ocorridas na área e, foi mais além afirmando que aquele presidente assim agia por “vaidade”. E que se destaque que nesse jogo mordaz, uma pessoa morreu. Dr. Rodrigo Nicássio, um médico respeitado por sua eficiência e, mais ainda por conduzir como ninguém o setor de coordenação e distribuição de leitos, foi surpreendido pela decisão do presidente do Consamu em desliga-lo da função e isso ocorreu não por oficio protocolar e, sim, pelo método que chamam de Whatsapp, um desrespeito não só para com um profissional competente, como também para com o sistema operacional até então eficiente.  E foi nesse meio tempo que, necessitando de atendimento, um cidadão acabou morrendo, provocando a denuncia gravíssima de que – por vaidade – aquele responsável pela presidência do Consamu estava provocando mortes. Foi a denuncia não de um simples anônimo e, sim, do titular da pasta de saúde de Cascavel, profissional amparado por curso superior. Assim, se essa morte foi mesmo provocada por condenáveis procedimentos, convenhamos, não é outra coisa se não caso de policia. Restará apenas saber se a morte será enquadrada no conceito de doloso ou culposo.




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