Londrina
Cascavel

TV Tarobá

Tarobá FM

  • Londrina
  • Cascavel

Ministério Público contesta defesa de réu e aponta que conteúdo do vídeo é racista

29/03/19 às 10:44 - Escrito por Ticianna Mujalli

O Ministério Público, em Londrina, apresentou à justiça um pedido impugnação à defesa do réu e estudante Pedro Bellintani Baleotti. O promotor da Proteção aos Direitos Humanos, à Saúde Pública e à Saúde do Trabalhador, Paulo Tavares, contesta os argumentos da defesa do jovem de 25 anos que alega que “que não há provas suficientes para a condenação, já que o único elemento probatório que fundamenta a denúncia consiste em um vídeo do acusado.”

Na publicação feita no dia do segundo turno das eleições, em outubro do ano passado, Baleotti aparece indo votar, dizendo: “Tá vendo essa negraiada? Vai morrer, vai morrer!”.

Por isso, para a promotoria, o réu, “dolosamente, praticou a discriminação e o preconceito de raça e cor, uma vez que, ao visualizar pessoas aleatórias nas ruas do município de Londrina, iniciou a gravação de um vídeo com o próprio celular, proferindo palavras [...] de modo discriminatório e com grande repercussão, pois realizadas e divulgadas em diversas mídias e redes sociais, sendo o denunciado, portanto, autor da prática de racismo.”

O promotor ressalta ainda que, a gravação foi feita "de modo depreciativo e discriminatório, com cunho racial, praticando o denunciado o preconceito de raça e cor". Tavares ainda aponta que “as palavras utilizadas pelo réu, na gravação do vídeo, possuem conotação pejorativa e reforça o preconceito e a discriminação contra as pessoas negras, não cabendo, portanto, a absolvição sumária do denunciado pela atipicidade da conduta, já que se configurou o crime de racismo no presente caso, com todos os elementos presentes, inclusive o dolo de sua conduta.”

A manifestação do Ministério Pública foi feita após a defesa do réu protocolar um pedido de absolvição sumária, quando não há fundamento para a acusação. O advogado aponta que não houve “pratica de nenhum ato de discriminação, tampouco incitação ou induzimento à discriminação ou preconceito”. Ele ainda que não há provas contundentes,

Ponto debatido pela promotoria já que o próprio vídeo é uma prova. Ainda não há prazo para a decisão da justiça, enquanto isso, o réu responde em liberdade.

© Copyright 2022 Grupo Tarobá