Nova direção desmorona o castelo da Itaipu em Curitiba

Redação Tarobá News
Cotidiano | Publicado em 16/05/2019 às 14:37

Um número que veio a público em abril passado ajuda a dar uma dimensão da falta de zelo de sucessivas direções da Itaipu com o dinheiro arrecadado com a energia elétrica produzida pela binacional, suficiente para iluminar o mundo inteiro por quase um mês e meio se somado o total gerado desde que ela entrou em operação, há 35 anos.

A existência de uma suntuosa sede administrativa em Curitiba, há muito questionada pelo fato de a usina estar sediada em Foz do Iguaçu, custava muito mais que os R$ 208 mil pagos mensalmente a título de aluguel. Um relatório de controle interno revelou que apenas em 2014 a Itaipu gastou absurdos R$ 8,8 milhões com diárias e passagens para funcionários e gestores da usina no trajeto entre a fronteira e a capital do Estado.

Mas a farra está chegando ao fim. Por determinação do diretor-geral brasileiro Joaquim Silva e Luna, de agora em diante Itaipu manterá em Curitiba apenas um escritório de representação, e com as características singelas de seu papel, nos moldes do que existe em Brasília. O plano de migração dos cerca de 150 empregados das unidades organizacionais de Curitiba para Foz ocorrerá entre julho deste ano e janeiro de 2020.

Segundo Silva e Luna, a medida tem como foco a otimização de recursos, em consonância com as diretrizes do governo federal, e faz parte de uma política de austeridade para cumprir a missão ampliada da usina, focada nos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência.

O próprio general foi o primeiro a dar o exemplo abrindo mão de qualquer privilégio, ao fixar residência em Foz do Iguaçu. Com isso, Silva e Luna tornou-se primeiro diretor-geral brasileiro em toda a história da usina a morar na cidade onde está instalada.

A partir disso, ele determinou que toda a diretoria geral brasileira fizesse o mesmo e replicou a determinação para os demais diretores. Diárias e passagens passaram a ser reduzidas. Só no primeiro trimestre deste ano a economia chegou a R$ 1 milhão, mas vai crescer gradativamente. "Essa economia é simbólica, mas dá um recado importante para a sociedade brasileira, de que Itaipu dará sua cota de sacrifício com o propósito firme de fazer o País voltar a crescer?, afirma.

Empregar recursos públicos é uma arte que exige responsabilidade, planejamento, metas, prazos, acompanhamento e entregas?, justifica o general."Toda mudança tem impacto, mas se faz necessária quando se trata de respeitar quem paga pelo salário do servidor público?, acrescenta. 

Foto: Assessoria Itaipu

Fonte: Alerta Paraná



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