Anatel: setor de telecom sofre com crise econômica, mas está no piloto automático

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 13/06/2017 às 13:20

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Juarez Quadros, disse que o setor de telecomunicações sofre os efeitos da crise econômica no País, mas atua no "piloto automático". Segundo ele, ainda que haja dificuldades políticas, econômicas e regulatórias, há condições de manter a atividade em condições favoráveis para a economia brasileira.

"Claro que o momento econômico atrapalha um pouco, com dependência de atos regulatórios e, em alguns momentos, projetos de lei e decretos. Mas espero que esse momento da política de dificuldade nacional seja passageiro, pois isso atrapalha bastante o ambiente regulatório", disse, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, nesta terça-feira, 13.

Segundo Quadros, por exemplo, a queda no número de linhas ativas de celulares não pode ser atribuída aos efeitos da crise econômica. O principal motivo da redução de 15 milhões de linhas entre abril do ano passado e abril deste ano, de acordo com ele, são as inovações que permitiram a redução do custo das ligações.

No caso das inovações tecnológicas, está a possibilidade de chamadas por meio de aplicativos, que consomem dados e não voz, como o Whatsapp e o Skype. Ele citou também a queda nas tarifas de interconexão, que permitiram a redução do custo de ligações para celulares de outras operadoras.

"Não há mais necessidade de o usuário ter que portar mais de um chip para fazer suas ligações de uma operadora para outra. Por isso tem havido redução bem significativa", disse.

Segundo ele, a desativação de linhas também é de interesse das operadoras, pois a redução dos chips também diminui a base de pagamentos de taxas de fiscalização, que são cobradas anualmente, sempre em março, por linha ativada. Quando chips ociosos são desativados, não há cobrança da taxa.

"Entendo que essa redução é mais nos pré-pagos, porque hoje as pessoas não precisam de mais de um chip, e também há esse interesse das operadoras", afirmou.



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