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Arapongas coloca estado em segundo na produção nacional de ovos

Redação Tarobá News

Foto: Gilson Abreu/AEN

A produção de ovos em Arapongas coloca o Paraná em segundo no ranking nacional.  A cidade é conhecida pela quantidade de granja e virou um polo da avicultura. De acordo com o Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, a produção de ovos de galinha para consumo participou em 2019 com 4,3% do Valor Bruto de Produção (VPB) de todo o núcleo de Apucarana, com concentração justamente em Arapongas. 

O município lidera tanto em volume quanto em faturamento no Paraná. Produziu 40.106.700 dúzias em 2019, com valor agregado de R$ 100.266.700,00.

Segundo os dados de 2020 sobre a produção de ovos, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado subiu para a segunda colocação no ranking nacional, com 360,64 milhões de dúzias produzidas, 3,3% a mais do que em 2019. São Paulo lidera com 1,14 bilhão de dúzias produzidas.  

Um dos grupos pertence a família Cortez. Em diferentes gerações, costumam dizer que estão há “uma vida” na avicultura.

“São 53 anos na atividade. Um trabalho delicado, que requer muita atenção. Eu nasci aqui, na granja, e dei continuidade ao trabalho do meu pai. É um caso de amor com os ovos, com o Paraná e com o País”, afirma Dirceu Pontalti Cortez, sócio-proprietário da Granja.

O complexo que ele dirige é impactante. São 300 mil galinhas alojadas em uma área de 17,5 alqueires. Todas separadas por espécie, respeitando as rigorosas exigências sanitárias. A produção diária da Granja Feliz é estimada em 183 mil ovos por dia.

Volume que garante o emprego para aproximadamente 60 pessoas de forma direta. Alguns deles, inclusive, residem no próprio terreno da granja, em casas cedidas pela administração.

Exportação
Roberto de Andrade Silva, técnico do Deral, explica que o Brasil ainda exporta poucos ovos – mais de 98% da produção são voltados para o mercado interno (consumo in natura, indústria alimentícia, consumo institucional).

Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a pandemia de Covid-19 influenciou de maneira negativa os volumes embarcados. “Os Emirados Árabes Unidos, um dos principais destinos do produto brasileiro, sofreu reduções drásticas em seu turismo por causa do vírus, o que resultou na diminuição da demanda por ovos, consequentemente, das importações do produto brasileiro”, destaca Silva.

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