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Bolsas da Europa fecham em alta, com reforma tributária dos EUA e política local

18/12/17 às 15:20 - Escrito por Estadão Conteúdo
Foto: divulgação -

As principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta segunda-feira, 18, em firmes altas, em meio ao apetite global por risco disparado pela perspectiva de aprovação da reforma tributária nos Estados Unidos. O índice pan-europeu Stoxx 600 terminou com ganho de 1,20%, aos 392,83 pontos.

Na noite de sexta-feira, já com os mercados fechados, os líderes republicanos no Congresso dos Estados Unidos apresentaram o texto final da lei que pretende diminuir sensivelmente os tributos no país.

A taxa paga pelas empresas vai passar de 35% para 21%, serão mantidas, mas reduzidas, as sete alíquotas de imposto de renda para pessoas físicas. Além disso, é prevista também uma revogação parcial do Obamacare.

Apesar da resistência da oposição democrata no Congresso dos EUA, é esperado que o tema seja votado e aprovado até o meio da semana. Adiantando-se a esse processo, os investidores apostaram em ativos de maior risco durante toda a segunda-feira.

Na Europa, a política também tem ajudado a acalmar os ânimos dos mercados. Na sexta-feira, o Reino Unido e a União Europeia deram um passo à frente para negociar o Brexit. Na Alemanha, a primeira-ministra Angela Merkel declarou que está "focada" em construir uma "grande coalizão" com a centro-esquerda.

Desta forma, o caminho foi pavimentado para as altas generalizadas desta segunda-feira. O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, foi o maior destaque nos mercados europeus, com avanço para 13.312,30 pontos (+1,59%). Os bancos estiveram entre os principais ganhadores da sessão - Deutsche Bank subiu 3,39% e Commerzbank teve valorização de 2,07%.

Em Londres, os papéis das mineradoras subiram diante da perspectiva da subida de preços das commodities metálicas em 2018. Anglo American teve saltou 5,00% e BHP Billiton avançou 1,02%. O índice FTSE-100 terminou em 7.537,01 pontos (+0,62%).

A alta de mais cedo do petróleo impulsionou os ganhos das empresas do setor nos mercados europeus de ações. A francesa Total teve alta de 1,82%, a italiana ENI avançou 0,86% e a espanhola Repsol subiu 1,61%.

Assim, a Bolsa de Paris terminou em 5.420,58 pontos (+1,33%), a de Milão avançou para 22.390,53 pontos (+1,34%) e a de Madri encerrou com 10.244,10 pontos (+0,92%).

O índice PSI-20, de Lisboa, subiu para 5.428,89 pontos (+0,80%), na primeira sessão após a agência de classificação de risco Fitch classificar a nota de Portugal novamente como "grau de investimento". Os papéis da Sonae Capital tiveram alta de 0,92% e da holding Pharol ganharam 1,49%.

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