Bolsas de NY fecham sem direção definida; Dow Jones tem fechamento recorde

Estadão Conteúdo
Economia | Publicado em 16/06/2017 às 18:50

Foto: divulgação

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam sem direção definida no último pregão da semana, pressionadas por dados ruins da economia americana e pelo mal desempenho do setor de consumo. O Dow Jones, no entanto, registrou recorde de fechamento, ganhando força nos últimos minutos do pregão com ações do setor de energia.

No fim da tarde em Nova York, o Dow Jones fechou em alta 0,11% aos 21,384,28 pontos; o S&P 500 encerrou na máxima, com ganhos moderados de 0,03%, aos 2.433,15 pontos; e o Nasdaq recuou 0,22%, para 6.151,76 pontos. O Dow Jones se viu beneficiado por uma recuperação do petróleo enquanto o Nasdaq perdeu com o recuo das ações de gigantes de tecnologia.

Nesta sexta-feira, 16, pesou sobre os índices a compra da rede de produtos naturais Whole Foods pela gigante do comércio eletrônico Amazon por US$ 13,7 bilhões. A notícia levantou preocupações entre as concorrentes varejistas, e WalMart, Target e Kroger recuaram 4,65%, 5,14% e 9,24%, respectivamente.

Além disso, o presidente americano, Donald Trump, cancelou o acordo "completamente unilateral da última administração com Cuba", referindo-se às medidas do ex-presidente Barack Obama para normalizar as relações de seu país com a ilha. Apesar da declaração, Trump reviu apenas questões pontuais da política de Obama. As mudanças acabam com a possibilidade de viagens individuais para a ilha e proíbem gastos em estabelecimentos turísticos controlados pelo Exército e os setores de inteligência e segurança do país.

Como resultado, as ações de companhias aéreas foram prejudicadas. A American Airlines viu seus papéis recuarem 1,66%; a Delta perdeu 0,28% e JetBlue recuou 1,04%.

Mais cedo, também pesou sobre os índices a notícia de que as construções de moradias iniciadas recuaram pelo terceiro mês consecutivo, com queda de 5,5% em maio, contrariando previsão de alta de 3,4% de analistas. Já a prévia do índice de sentimento do consumidor elaborado pela Universidade de Michigan caiu de 97,1 para 94,5 em junho, mais que a expectativa de 97,0 e o menor nível desde novembro.



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