Com investidor à espera do Copom, Ibovespa sobe sustentada por bancos e Vale

Redação Tarobá News
Economia | Publicado em 30/05/2017 às 18:25

Sem norte e com volume baixo durante todo o dia, mesmo com os investidores estrangeiros retornando ao mercado de renda variável após os feriados nos Estados Unidos, China e Europa, a Bolsa brasileira teve um pregão sem grande volatilidade e à espera dos desdobramentos da crise política que envolvem o presidente Michel Temer e a decisão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) amanhã.

O Ibovespa fechou em alta de 0,32%, aos 63.962,26 pontos. A subida, que persistiu na segunda parte dos negócios, foi amparada pelas blue chips com exceção da Petrobras, que seguiu a queda das cotações do petróleo no mercado internacional. Na Nymex, em Nova York, o petróleo para julho fechou em queda de 0,28%, a US$ 49,66 por barril. Já o Brent para agosto caiu 0,76%, a US$ 52,24 por barril na ICE, em Londres.

O volume de negócios foi de R$ 5,3 bilhões, um pouco mais de metade da média diária apurada no mês de maio de R$ 9,67 bilhões.

As ações do setor financeiro, que pesam pouco mais de 25% no índice ajudaram a sustentar a alta. Os papéis mostraram recuperação hoje. No mês, as ações do ItauUnibanco amargam queda 8,45%, do Bradesco, 7,60%, e do Banco do Brasil 11,20%. "Os bancos estão refletindo certo alento com a expectativa de queda, mesmo que em ritmo menor, da taxa Selic além da liberação de compulsórios ligados à poupança", explica Ariovaldo dos Santos, gerente da mesa de renda variável da H.Commcor. Assim, destaque para as ações PN do Bradesco, que encerraram o pregão em alta de 1,59% e do BB que subiram 1,15%.

Os papéis da Vale e de empresas correlatas também ajudaram a amparar a alta do índice, com expectativas de investidores sobre um repique no preço do minério de ferro. Segundo um operador, isso pode ocorrer de acordo com a melhora da economia chinesa. Amanhã o governo da China divulga o PMI.

Os analistas chamam a atenção para o fato de que os negócios refletem a precaução dos investidores a respeito do que pode sair da crise política. Um dos pontos de preocupação segue sendo o andamento das reformas, mas, no dia de hoje, o olhar volta para a reunião do Copom.

Para Nicolas Balafas, consultor de investimentos, o mercado está andando com visibilidade de um palmo na frente do nariz. "O Ibovespa está em compasso de espera. Não se pode esquecer que estava em 69 mil pontos há duas semanas. O ritmo de velocidade da retomada é baixo."



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